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Meta não faz mais apps que 'prendem' usuários por horas, afirma Zuckerberg

A afirmação surgiu durante depoimento do CEO da Meta no processo em que a empresa é acusada de causar problemas de saúde mental em jovens.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule18/02/2026, às 18:57

updateAtualizado em 18/02/2026, às 18:58

A Meta parou de desenvolver aplicativos que maximizam o tempo de tela, fazendo os usuários ficarem "presos" por horas nas redes sociais da marca. A garantia foi dada pelo CEO da big tech, Mark Zuckerberg, durante depoimento em Los Angeles (Estados Unidos), nesta quarta-feira (18).

"Se você está tentando dizer que meu depoimento não foi preciso, discordo veementemente", afirmou, quando questionado das declarações ao Congresso em 2024. Segundo o advogado Mark Lanier, o executivo teria mentido ao dizer que não havia metas de maximização do tempo gasto nas plataformas, na ocasião.

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Lucro com crianças viciadas em redes sociais

Testemunhando pela primeira vez no tribunal sobre os impactos do Instagram na saúde mental de usuários jovens, o bilionário depôs no julgamento do caso em que a Meta e outras big techs são acusadas de lucrar viciando menores em suas redes sociais. O processo foi aberto por uma mulher de 20 anos.

  • A autora alega ter começado a usar o Instagram e o YouTube quando criança, o que resultou em problemas nos anos seguintes;
  • Viciada nessas plataformas, ela diz que os apps contribuíram para aumentar sua depressão e pensamentos suicidas;
  • De acordo com a jovem, essas e outras condições de saúde mental estão ligadas ao uso compulsivo das plataformas;
  • Por isso, ela pede que as gigantes da tecnologia sejam responsabilizadas pelos danos psicológicos que causaram.
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Mark Zuckerberg chegando para depor no tribunal em Los Angeles. (Imagem: Jill Connelly/Getty Images)

No tribunal, Lanier exibiu emails do CEO da Meta de 2014 e 2015 nos quais ele apresentava metas de aumentar o tempo de tela nos apps da empresa em dois dígitos percentuais. Mas conforme Zuckerberg, a abordagem mudou desde então.

Se condenada, a dona do Facebook pode ser obrigada a pagar indenizações à jovem, além de sofrer outras sanções. O desfecho também representaria mudanças nas batalhas judiciais entre as redes sociais e os usuários que se queixam de danos causados por elas.

Big techs contestam acusações

Tanto a Meta quanto o Google negaram as acusações da autora da ação em julgamento na Califórnia. As empresas também destacaram medidas tomadas para aumentar a proteção dos usuários mais jovens.

Além disso, o advogado da corporação chefiada por Zuckerberg alegou que os problemas de saúde mental da jovem têm origem na sua infância conturbada. O defensor afirmou, ainda, que as redes sociais funcionavam como um escape criativo para ela.

O julgamento já contou com o testemunho do chefe do Instagram, Adam Mosseri, e deve receber outros executivos das plataformas envolvidas nas próximas semanas. Acredita-se que o caso influenciará diretamente outras ações semelhantes nos EUA e em mais países.

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