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Redes sociais falham em moderar vídeos da morte de Charlie Kirk

Imagens que mostram o ativista de direita sendo baleado durante comício nos EUA acumulam milhões de visualizações no X e outras redes sociais.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule11/09/2025, às 17:00

updateAtualizado em 11/09/2025, às 17:19

Vídeos mostrando o momento em que o ativista de direita Charlie Kirk foi baleado durante um comício nos Estados Unidos, na quarta-feira (10), acumulam milhões de visualizações nas redes sociais. As imagens são facilmente encontradas no X, principalmente, mas também se espalharam pelo Instagram, Bluesky, YouTube e outras plataformas.

Como destaca o The Verge, a proliferação dessas filmagens, sem qualquer tipo de sinalização ou recursos que dificultem o compartilhamento, mostra que as redes sociais estão falhando em coibir conteúdos violentos. Um dia depois do assassinato, tais conteúdos continuam disponíveis para quem quiser ver.

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Vídeos do atentado alcançaram milhões de visualizações. (Imagem: Getty Images)

O que as redes sociais vão fazer em relação aos vídeos?

Questionadas pela reportagem sobre que medidas irão tomar em relação aos vídeos de Charlie Kirk, algumas das redes sociais mais populares informaram que estão analisando o caso e/ou já começaram a remover esses conteúdos. Confira o que as empresas disseram:

  • Meta: afirmou que as políticas da companhia recomendam a remoção de conteúdos “mais explícitos” e a adição de avisos aos demais materiais relacionados, para que o usuário tenha noção sobre o que verá. Usuários mais jovens têm acesso restrito;
  • Reddit: monitora as postagens para remover os vídeos que violem suas políticas, além de implementar ferramentas que impeçam novos uploads. Também há avisos direcionados aos moderadores, para que sigam as regras;
  • Bluesky: analisa as denúncias recebidas e toma medidas contra conteúdos que celebrem danos contra qualquer pessoa;
  • YouTube: monitora a página inicial, a pesquisa e as recomendações para fornecer conteúdos adequados e pode excluir materiais relacionados à morte de Kirk que não ofereçam contexto suficiente. Alguns materiais do ataque são sinalizados com restrição de idade;
  • Discord: removeu vídeos e outros conteúdos sobre o assassinato para promover um “espaço positivo e acolhedor”.

Plataforma com um vasto material sobre o caso, o X não respondeu aos questionamentos. No entanto, a rede social de Elon Musk comentou, em uma postagem, que “continuará se posicionando contra a violência e a censura”, garantindo espaço de diálogo para todos.

Outra rede com muitos conteúdos a respeito do tema, o TikTok ainda não se pronunciou quanto à moderação dessas filmagens.

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O ativista de extrema direita teve papel de destaque na campanha de Trump em 2024. (Imagem: Getty Images)

Quem foi Charlie Kirk?

Aliado de Donald Trump, o ativista defendia o direito às armas e os valores conservadores. Ele era líder de um grupo de estudantes denominado Turning Point USA, apresentava um podcast e tinha milhões de seguidores nas redes sociais.

O americano de 31 anos foi atingido por um tiro enquanto participava de um evento na Universidade Utah Valley, em Orem. Ele foi transportado imediatamente para o hospital, após o atentado, mas não resistiu.

Nesta quarta-feira (11), o FBI divulgou a foto de um suspeito do disparo e ofereceu US$ 100 mil (R$ 543 mil pela cotação do dia) em recompensa para quem tiver pistas sobre o atirador. O caso segue em investigação.

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Perguntas Frequentes

O que aconteceu com Charlie Kirk?
Charlie Kirk, ativista de direita e aliado de Donald Trump, foi baleado durante um comício na Universidade Utah Valley, em Orem, nos Estados Unidos, no dia 10. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Por que os vídeos do atentado a Charlie Kirk estão gerando polêmica nas redes sociais?
Os vídeos que mostram o momento em que Charlie Kirk foi baleado se espalharam rapidamente por plataformas como X, Instagram, Bluesky, YouTube e outras, acumulando milhões de visualizações. A polêmica gira em torno da falta de moderação eficaz, já que muitos desses conteúdos violentos continuam disponíveis sem sinalizações ou restrições adequadas.
Como as principais redes sociais estão lidando com os vídeos do atentado?
Cada plataforma adotou medidas diferentes: a Meta remove conteúdos explícitos e aplica avisos; o Reddit monitora e impede novos uploads; o Bluesky age contra conteúdos que celebrem violência; o YouTube aplica restrições de idade e pode excluir vídeos sem contexto; o Discord removeu os conteúdos para manter um ambiente positivo. O X não respondeu oficialmente, mas afirmou que se opõe à violência e à censura. O TikTok ainda não se pronunciou.
O que significa quando uma rede social aplica "restrição de idade" a um vídeo?
Aplicar uma restrição de idade significa que apenas usuários com idade mínima determinada (geralmente 18 anos) podem acessar o conteúdo. Essa medida visa proteger públicos mais jovens de materiais sensíveis ou violentos, como os vídeos do atentado a Charlie Kirk.
Quem foi Charlie Kirk e qual era sua atuação política?
Charlie Kirk era um ativista conservador de 31 anos, defensor do direito às armas e dos valores tradicionais. Ele liderava o grupo estudantil Turning Point USA, apresentava um podcast e tinha grande presença nas redes sociais. Teve papel de destaque na campanha de Donald Trump em 2024.
O que o caso revela sobre a moderação de conteúdo nas redes sociais?
A ampla circulação dos vídeos do atentado, sem filtros ou sinalizações, evidencia falhas na moderação de conteúdo violento nas redes sociais. Mesmo após um dia do ocorrido, muitos desses vídeos ainda estavam disponíveis, o que levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas de segurança digital das plataformas.
Há investigações em andamento sobre o atentado?
Sim. O FBI divulgou a foto de um suspeito e está oferecendo uma recompensa de US$ 100 mil (cerca de R$ 543 mil) por informações que levem ao atirador. O caso segue sob investigação.
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