As denúncias de que os russos usaram anúncios pagos no Facebook para interferir nas eleições de 2016 nos Estados Unidos levaram a empresa de Mark Zuckerberg a adicionar uma novidade na rede. Trata-se da identificação de que uma postagem no Facebook e no Instagram se trata de um anúncio com conteúdo político.

“A partir de hoje, todos os anúncios relacionados a eleições no Facebook e no Instagram nos devem ser claramente identificados nos Estados Unidos”, informa o diretor de gerenciamento de produto da plataforma Rob Leathern. Ele que a informação “Pago por” também deve aparecer no topo do anúncio, já deixando claro quem está por trás daquela publicidade.

A novidade é parte dos esforços anunciados pela empresa no último mês e será útil especialmente em períodos eleitorais. Infelizmente, porém, o conjunto de ferramentas para identificar e monitorar anúncios políticos estará disponível apenas nos Estados Unidos. Sem dúvida, ela seria uma ótima ajuda para as eleições presidenciais deste ano aqui no Brasil.

Transparência

O Facebook informa que os anúncios políticos terão seus dados sobre alcance registrados e abertos ao público. Bastará clicar sobre a publicação para ser levado a uma página de registro com todas essas informações exibidas de maneira detalhada. Será possível visitar a página facebook.com/politicalcontentads para conferir todas as estatísticas de todos os anúncios.

FacebookNova plataforma reúne um histórico com todos os anúncios políticos feitos no Facebook.

Por fim, para acabar ou ao menos reduzir a possibilidade de interferência estrangeiras, anunciantes políticos precisarão ter a sua localização verificada antes de lançar ao ar alguma publicidade. E cada usuário será uma espécie de guardião capaz de denunciar um anúncio político que considere abusivo. A denúncia será avaliada pelo Facebook e removida caso viole as diretrizes de publicidade política da plataforma.

Comissão eleitoral do Facebook

Outra iniciativa recentemente apresentada pelo Facebook é a de um grupo chamado de Comissão Eleitoral que vai reunir pesquisadores e especialistas de várias partes do mundo para lançar uma API para o arquivo de publicidade eleitoral criado dentro da rede.

“Essas mudanças não vão prevenir completamente o abuso”, comenta Leathern. “Sabemos que adversários bem financiados, criativos e inteligentes mudam as suas táticas sempre que identificamos um abuso. Mas acreditamos que elas ajudarão a prevenir futuras interferências nas eleições no Facebook. E é por isso que são tão importantes”, finaliza o executivo.

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