Você acha que está entre as pessoas mais cuidadosas a acessarem a internet? Pois é melhor pensar novamente. Uma pesquisa recente feita pela Blue Coat mostrou que, na maioria dos casos, mesmo profissionais não cuidam de sua segurança virtual tanto quanto necessário, cometendo erros básicos como usar uma mesma senha em múltiplos serviços ou não usar ferramentas para proteger seus dados do acesso de terceiros em redes sociais.

A nova edição da pesquisa envolveu um total de 3.130 profissionais, com idades de 18 a 54 anos, trabalhando nas áreas de finanças, saúde, TI e RH de empresas na Alemanha, França e Reino Unido. O resultado encontrado foi simples: mesmo com os constantes avisos de experts em segurança, o comportamento das pessoas com suas redes sociais ainda não mudou.

Conheço ele? Não importa

Acha que estamos exagerando? Pois então é só ver alguns dos números para mudar de ideia. Segundo os dados, por exemplo, a quantidade de usuários que aceitam amizades nas redes sociais sem conhecer a pessoa que enviou o pedido caiu para apenas 42% em 2016, contra 43% de 2015.

A situação não é muito melhor quando pensamos em quão desprotegidas as pessoas deixam suas contas. Isso porque apenas 40% das pessoas em 2016 costumam configurar suas contas de maneira a restringir a visualização de seus perfis – o mesmo em comparação a 2015. Felizmente, 41% das pessoas passaram a tentar comprovar as identidades de quem enviou esses pedidos em 2016; o que é uma melhoria contra os 38% de 2015.

Idade não traz sabedoria na internet

Continuando com os dados da pesquisa, temos outra revelação importante: os jovens com idade de 18 a 24 anos estão cada vez menos interessados em proteger sua própria privacidade. De 2015 para 2016, a queda de pessoas preocupadas com isso caiu de 60 para 49%; para piorar, elas são as que menos ligam para a já mencionada comprovação de identidade, que também caiu de 57 para 53%, neste ano. Para piorar, 14% deles ainda dizem usar a mesma senha para todos os seus serviços e apps.

Não pense, no entanto, que os mais velhos são muito melhores. Aqueles na faixa dos 45 a 54 anos têm números ainda mais baixos, mas compensam apresentando um enorme crescimento de um ano para outro, indo de 32 para 37%, de 2015 para 2016, na checagem de identidade. O mesmo vale para as pessoas acima dos 55 anos, que foram de 40 para 30%.

Diferentes áreas, diferentes comportamentos

Obviamente, essas especificidades não se limitam apenas às idades. Falando em etnias, 21% dos alemães têm maiores preocupações em usar apps criptografados, enquanto só 10% dos britânicos e 5% dos franceses seguem esse passo importante de segurança.

As diferenças também são grandes de acordo com as áreas de trabalho das pessoas. Funcionários de empresas como bancos e seguradoras, curiosamente, têm a maior tendência a aceitarem conexões com desconhecidos, com 63% sofrendo do hábito. Logo depois disso, temos Recursos Humanos, com 40%, e Saúde, com 41%.

Mesmo a área dos profissionais de TI, que deveriam tomar um cuidado especial com essa área, aparentemente não se saiu muito melhor do que os outros quando o assunto é o uso de senhas diferentes. Segundo a pesquisa, eles apenas 39% deles têm essa prática, seguidos de Saúde (36%), Vendas (35%) e Finanças (32%). O que mais tomou cuidado nessa área, vale notar, foi o RH, com 43%.

Em compensação, o RH é o que fica com menor privacidade em seus perfis, com 33% dos funcionários. O setor de TI, por sua vez, parece prezar bastante por isso, com 47% das pessoas mantendo segurança em suas contas nas redes sociais, seguidos de Saúde, com 45%. O TI, vale notar, é também o mais preocupado em checar a identidade de seus contatos, alcançando 51% dos entrevistados.

Tudo isso, por fim, aponta para algo bastante simples: a porcentagem de pessoas preocupada em manter seus dados protegidos é uma minoria que tende a diminuir.

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