A Sony vem tentando se posicionar como uma das melhores formas para que desenvolvedores de realidade virtual alcancem uma grande audiência tão logo essa tecnologia comece a invadir o mercado. Richard Marks, chefe de desenvolvimento do PlayStation VR, subiu ontem (10) ao palco do Vision Summit para explicar os motivos pelos quais os produtores de conteúdo em VR deveriam investir seu tempo no dispositivo da companhia japonesa.

Durante sua apresentação no evento que está acontecendo em Los Angeles, Marks lembrou que o PS4 já ultrapassou as 36 milhões de unidades vendidas, o que serviria como um grande ponto de partida para o mercado de realidade virtual. Também afirmou que cada um desses consoles já está pronto para receber o PlayStation VR. Isso seria um público bem maior do que o de 1 milhão de Oculus Rift que analistas esperam que sejam vendidos no primeiro ano do dispositivo no mercado.

Outro ponto ressaltado por ele e que colocaria os óculos da Sony em vantagem em relação a concorrentes como o Rift ou o Vive é o fato de, segundo uma pesquisa feita pela Valve, apenas 5 milhões de pessoas terem hoje placas de vídeo compatíveis com VR. Isso é sete vezes menos público do que os 36 milhões de PS4 comercializados, ainda mais se considerarmos que nem todo mundo que possui um hardware compatível necessariamente se interessará pela tecnologia ou a abraçará de primeira.

No entanto, ainda não se sabe quanto custará o PlayStation VR ou mesmo o HTC/Valve Vive, mas o Oculus Rift já foi anunciado por US$ 599 (cerca de R$ 2,3 mil). A Google já enviou 5 milhões de Cardboards, e a Valve entregou um Vive para cada desenvolvedor no Vision Summit para estimular a produção de jogos para a sua plataforma. Caso o dispositivo da companhia japonesa chegue com um preço mais competitivo, da mesma forma que fez com seu console de mesa, é bem possível que essa briga seja bastante acirrada.

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