O colete à prova de balas pode ficar ainda mais à prova de balas. Como assim? Explicamos: uma equipe de cientistas da Universidade de Dallas, nos Estados Unidos, afirma ter criado um novo tipo de nanofibra que é bastante superior em vários quesitos se comparado com os materiais atuais.

O processo envolveu a criação de um fio a partir de fibras dos polímeros Fluoreto de polivinilideno e do Fluoreto de polivinilideno-trifluoretileno, que foram torcidas entre si. Essa nanofibra híbrida é capaz de ser esticada sete vezes a mais que a extensão original, além de absorver mais impacto do que o kevlar.

A inspiração dos cientistas veio da piezoeletricidade, em que a aplicação de pressão faz um material desenvolver corrente elétrica. Fibras de colágeno presentes dentro dos ossos humanos passam por esse fenômeno, que foi reproduzido artificialmente nessa nanofibra leve, flexível e resistente. Quando é esticado, o fio cria uma descarga elétrica que atua puxando o polímero até a forma original novamente. Essa ligação é dez vezes mais forte que a ligação eletroestática do hidrogênio, considerada uma das maiores forças existentes entre moléculas.

Não faltam ideias de aplicações em veículos militares e proteções em geral. Por enquanto, entretanto, a nanofibra só existe em tamanho microscópico em laboratório e deve passar por vários testes antes da produção em massa.

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