Você pode não se lembrar de todas as aulas de Química que teve na escola, mas há alguns elementos da tabela periódica que ficam na memória de todo mundo... Oxigênio, Hidrogênio, Ouro, Cobre, Silício e por aí vai!

E o Gálio? Alguém aí se lembra do Gálio? É possível que pouca gente responda que "sim", mas isso deve mudar nas próximas décadas. Isso porque o elemento tem muita importância na nossa tecnologia e certamente merece ser destacado.

Mas o que esse elemento de 31 prótons e 31 elétrons faz por nós? Para começar, ele é usado há muitas décadas na fabricação de espelhos e até em termômetros. Mas não é sobre isso que vamos falar hoje, pois esta matéria se dedica a algumas aplicações bem menos conhecidas.

Por causa de seu ponto de fusão de apenas 30 graus célsius, ele é liquidificado com muita facilidade — sendo também simples fazer com que ele se solidifique novamente. Com isso, suas aplicações na tecnologia se tornam muito dinâmicas e maleáveis.

Semicondutores

Quando misturado ao Arsênio, forma o Arsenieto de Gálio e permite a criação de semicondutores de alta qualidade — ou seja, pode existir Gálio dentro do seu computador, do seu smartphone e de vários outros eletrônicos.

De acordo com cientistas, esse tipo de material permite a transmissão de dados com muito mais velocidade do que os semicondutores de Silício. O único problema é que a produção deles é bem mais cara do que a dos sistemas integrados que usam apenas a liga mais comum.

Dos CDs aos Blu-rays

Dentro dos aparelhos leitores de mídias físicas (CDs, DVDs e Blu-ray) existem vários lasers que operam nas diferentes gamas de transmissão. Todos eles são criados a partir de ligas metálica e o Gálio está em todas elas.

Os leitores de CDs e DVDs usam uma liga de Fosfeto de Índio, Gálio e Alumínio.
Já os de Blu-ray são criados a partir do Nitreto de Gálio, que opera em regiões de luz que vão do azul ao ultravioleta. Isso explica também o nome da tecnologia, não é mesmo?

Até nos LEDs

Como você já deve saber, os LEDs são estruturas que emitem luz a partir de reações químicas. Há vários tipos diferentes de LEDs no mercado e alguns deles são criados a partir de Arsenieto de Gálio, Nitreto de Índio-Gálio, Nitreto de Gálio ou Fosfeto de Gálio — apenas para citar alguns dos exemplos, que são bem mais numerosos.

De acordo com os outros elementos utilizados, as reações podem gerar luzes vermelhas, amarelas, infravermelhas e azuis. Em todos os casos, há emissão de luz com bastante eficiência e isso pode ser aproveitado muito bem no mercado de tecnologia. Vale dizer que também há opções de Silício no mercado.

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Você já conhecia esses usos do Gálio?

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