Considerada a maior fabricante de chipsets do mundo, a Qualcomm marcou presença durante a Futurecom 2015, feira de inovação no setor de telecomunicações que ocorre em São Paulo até amanhã (29). Porém, o foco da companhia neste ano não foram suas soluções para os dispositivos móveis, mas sim suas novas tecnologias automotivas.

O TecMundo esteve presente no estande da companhia e conversou com Hélio Oyama, diretor de product marketing da empresa. O executivo destacou que a Qualcomm é uma das principais parceiras da Formula E (categoria de competição automobilística que utiliza veículos elétricos), embutindo sua tecnologia de carregamento sem fio nos safety cars que participam da competição – já falamos sobre ela aqui mesmo no TecMundo.

Porém, a marca também está trabalhando em soluções para carros comerciais e já possui parcerias firmadas com as principais montadoras do mundo para embarcá-las em próximos modelos de automóveis. “Além da Qualcomm Halo, que é a tecnologia para carregamento sem fio dos veículos em si, temos também a WiPower, para energizar smartphones e outros dispositivos dentro do carro”, explica Hélio.

O verdadeiro carro inteligente

Já pensou como seria legal caso seu automóvel interagisse com a rodovia, sendo capaz de, por exemplo, dizer ao motorista com antecedência quantos segundos faltam para o semáforo fechar ou abrir? A Qualcomm já pensou nisso, e para esse conceito inovador ela dá o nome de Vehicle to X – ou “Veículo para X”, sendo o “X” uma infraestrutura ou dispositivo externo qualquer. A ideia é que o carro inteligente do futuro interaja com outros gadgets ao seu redor.

“Essas tecnologias oferecem diversas vantagens, como economia de combustível e maior segurança no trânsito”, afirma Hélio. “Um exemplo que posso dar em relação a isso é uma comunicação entre meu smartphone e os veículos. Eu, como pedestre, posso ser avisado pelo celular com antecedência que há um carro se aproximando e assim evitamos um eventual atropelamento”, continua.

Naturalmente, a Qualcomm também trabalha em comunicações entre os veículos, o que pode ser usado para impedir colisões tanto entre automóveis autônomos quanto entre os que não são. “Já estamos trabalhando com 18 montadoras e temos cerca de 40 projetos no setor automotivo”, comenta o executivo. Logo, é provável que já começaremos a ver tais inovações no mercado em um futuro não tão distante assim.

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