(Fonte da imagem: The Globe and Mail)

Para ficar em dia com a tecnologia, às vezes precisamos aprender sobre novos perigos. Um dos exemplos é em relação aos QR Codes (quick response code ou código de resposta rápida), que é um código de barras de alta tecnologia presente em praticamente todos os lugares nos últimos tempos.

Para usar um desses códigos, você precisa de um smartphone com câmera e um aplicativo para interpretação deles. Depois de escanear (ou fotografar) um código, o aparelho celular vai levar você diretamente para a página relativa ao QR code.

Por que os QR Codes se popularizaram?

O desenho bidimensional se tornou famoso no mundo do marketing e vendas, visto que ele é responsável por transformar qualquer anúncio estático em algo interativo. E eles são seguros, quando encontrados em revistas e outros meios de comunicação famosos. Mas isso não é uma regra.

Como você não consegue saber para que página você será redirecionado até que isso tenha acontecido, é sensato tomar cuidado. QR Codes em locais públicos e em meios menos populares podem ser responsáveis por ludibriar você e fazê-lo acessar páginas com um conteúdo desagradável, como: (Fonte da imagem: Softonic)

  • Material pornográfico, macabro etc;
  • Sites falsos de phishing e roubo de dados;
  • Códigos maliciosos (malwares).

Mas pode ficar tranquilo, os QR Codes, por si só, não são vírus e não oferecem perigo algum ao aparelho; o problema está no link que for acessado. Do momento do escaneamento até a chegada ao site, o processo é inofensivo e está sob controle do usuário. Agora, o que você fizer na página, pode ser o problema.

Se a página que for acessada contiver algum executável para ser baixado, esse é o momento de começar a se perguntar se não há algo errado. Um exemplo disso é o que aconteceu na Rússia, em 2011. O QR code em questão induzia a pessoa a baixar um aplicativo chamado Jimm. Esse programa começava então a enviar diversas mensagens de texto (que custavam US$ 6 cada) sem o consentimento do proprietário do aparelho, acarretando em um considerável aumento no custo mensal do telefone.

QR code responsável por difundir o Jimm. (Fonte da imagem: Securelist)

Mas como fazer para se proteger?

Algumas atitudes simples podem ajudar você a diminuir consideravelmente o risco de ter problemas com algum QR code:

  • Eduque suas crianças sobre a natureza dos QR Codes: considerando que está cada vez mais fácil para os jovens adquirirem smartphones, a educação tem que começar cedo. Nessa idade, a curiosidade sempre fala mais alto e é comum eles acessarem os códigos sem pensar duas vezes. Instalar um software de proteção no smartphone também pode ajudar a evitar problemas.
  • Use um aplicativo de escaneamento que mostre o link que você vai acessar: e isso é muito importante. Se você puder ver o link antes de acessá-lo, poderá ter uma ideia melhor do que ele oferece, além de analisar a terminação. Para o Android, indicamos o QuickMark Bar Code Scanner, e para iPhone, o TapReader.

  • Não escaneie QR Codes aleatórios: códigos que aparecem em panfletos ou placas de publicidade podem ter sido gerados por qualquer pessoa e colocados em locais públicos justamente com a intenção de atrair a curiosidade. Também evite acessar links que estejam encurtados.

Dobre os cuidados se o seu celular for um Android: por ser uma plataforma aberta, o Android está mais suscetível a ser atacado por malwares. É por isso também que grande parte dos aplicativos maliciosos que são transmitidos via QR code têm o sistema operacional da Google como alvo.

Se você começar a tomar esses cuidados, poderá usar os QR Codes sem problemas, com todas as vantagens que essa nova tecnologia de comunicação traz ao consumidor.

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