Depois de um bloqueio que durou 14 anos, a Sony voltou a vender um console na China e o PS4 aterrisou no país. Agora, para ganhar um mercado que está "atrasado" e superar barreiras políticas e econômicas ainda em vigor, a empresa conta com um aliado bem improvável que, em condições normais, só atrapalharia os negócios. O novo parceiro? A pirataria.

De acordo com a Bloomberg, a Sony não fez qualquer tipo de aliança com piratas, mas acabou recebendo uma ajuda de contrabandistas de jogos e outros comerciantes ilegais. Isso porque somente seis jogos (sim, você não leu errado!) foram aprovados para venda no país — enquanto lojas "alternativas" possuem mais de 40 títulos, incluindo um Grand Theft Auto proibido oficialmente de circular por lá.

Os jogos saem de Hong Kong e são vendidos em lojas no litoral do país, como em Tianjin. Note que, apesar de baratos e comercializados por revendedoras não oficializadas, eles não são "piratas", o que gera, em algum momento, certa renda para a fabricante japonesa. Além disso, a presença desses estabelecimentos estimula jogadores em potencial a comprarem o console (este por vias legais) e os tais seis títulos aprovados.

As dificuldades não param por aí

A ideia da Sony é transformar a China em um mercado capaz de valer US$ 22 bilhões até 2017 — e isso só com a venda de hardware e software, já que as restrições em relação à internet devem complicar o investimento na PSN por lá.

Vale lembrar que o PS4 vendido por lá não possui uma trava de região, o que significa que games de outras partes do mundo rodam normalmente no PS4 chinês. Isso vai contra o Xbox One vendido por lá, que possuía essa regulamentação até pouco tempo atrás — usuários chineses alegam que a trava foi removida em uma atualização, mas nenhuma confirmação partiu da Microsoft. Só dez títulos do console foram aprovados para comércio.

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