Um dia dedicado a reuniões e apresentações dos negócios aos investidores pode parecer, inicialmente, algo chato e que inunda sua mente de números e dados estatísticos. Porém, no caso do Investor Day da Sony, o evento pode significar algumas novidades interessantes sobre o PlayStation 4 Neo e a respeito dos planos da empresa no mercado de games. Tudo isso porque Andrew House, o atual chefão do grupo japonês, foi à Tóquio para tirar algumas dúvidas pontuais a respeito do que significa essa nova versão do PS4.

Em primeiro lugar, aos mesmos moldes do que Phil Spencer falou há alguns meses, o executivo quis deixar claro que o lançamento de um vídeo game com hardware mais parrudo não quer dizer que a prática vai se tornar padrão no mercado ou seguir os moldes dos setores de PC e mobile. Afinal, nesses segmentos, o público está acostumado a trocar peças ou produtos inteiros em períodos bastante curtos – de um a dois anos, um ciclo bem reduzido em comparação com o que se vê tradicionalmente nos consoles.

A nova versão do PS4 ainda está envolta em mistério.

Ele também lembrou que essa é a primeira vez que a companhia investe em uma estratégia como essa e que o objetivo não é forçar uma mudança de geração completa ao oferecer o novo hardware – dando força à conversa de que o PlayStation 4 e o Neo vão conviver amigavelmente e rodar os mesmos jogos. Assim, a ideia é que o novo vídeo game sirva como uma ferramenta para a introdução de tecnologias mais refinadas, sem que, para isso, a Sony tenha que esperar pelo fim da vida útil do seu equipamento atual.

Concordando com a adversária? Em partes

Ao mesmo tempo em que o CEO concorda com o chefão do Xbox em alguns aspectos dessa nova fase da indústria gamer, em outros assuntos a divergência também fica clara. Questionado se a unificação das plataformas promovida pela Microsoft – juntando o Xbox One e os PCs com Windows 10 sob uma mesma bandeira – seria uma ameaça para a Sony ou se teria alguma influência sobre os planos futuros da empresa, House respondeu que a marca ainda acredita na força das suas decisões para o setor.

Acreditamos que um ecossistema proprietário que oferece uma experiência sólida ao cliente é o melhor caminho a se tomar

“Sim, houve uma grande ênfase do pessoal da Microsoft no crossplay entre Xbox e PC. Ainda vai ser preciso ver se há realmente uma grande demanda do público por isso”, explicou o executivo, falando que prefere não comentar mais a fundo a estratégia da concorrente. “No entanto, não vemos isso afetando ou indicando mudanças no nosso processo. Sempre acreditamos que um ecossistema proprietário que oferece uma experiência sólida ao cliente é o melhor caminho a se tomar”, finalizou.

Será que ambos os lados estão certos em disponibilizar um tipo diferente de plataforma para seus usuários ou veremos uma mudança na balança do mercado de consoles no futuro próximo?

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