(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Antes mesmo da chegada do PlayStation Vita às lojas, a Sony já o anunciava como uma espécie de PS3 portátil, que seria capaz de rodar os mesmos jogos do console de mesa, mas em qualquer lugar. Essa afirmação está prestes a ser comprovada com a chegada de títulos como PlayStation All-Stars Battle Royale, que estão sendo produzidos simultaneamente para as duas plataformas.

Se engana, porém, quem acha que o lançamento de um jogo para ambos os consoles é um processo simples, uma mera adaptação. Isso, porém, também não significa que o método é complexo. E o homem responsável por garantir que todas as etapas corram sem problemas é Shuhei Yoshida, o presidente dos estúdios de desenvolvimento da Sony.

Cada caso é um caso

De acordo com o executivo, não existe um padrão interno para reger esse tipo de coisa. Ele conta que, muitas vezes, um título começa a ser desenvolvido tendo apenas o PlayStation 3 em mente, com o Vita entrando no desenvolvimento mais tarde. A recíproca também vale e esse tipo de mudança pode ser feita sem grandes consequências devido ao potencial semelhante dos dois aparelhos.

Em determinados casos, porém, é preciso fazer certas concessões. É o caso de Uncharted ou The Last of Us, por exemplo, que utilizam completamente o poderio do PlayStation 3. Nesse caso, a economia de recursos para o Vita seria feita por meio de texturas com menor nível de detalhe nas versões Vita. Mas calma: nenhum dos dois games está confirmado para a plataforma ainda. Yoshida fala neles de forma hipotética.

Uma ideia, porém, é a ideal para a Sony: o mesmo desenvolvedor deve trabalhar nas duas versões. Assim, exatamente a mesma engine é utilizada, evitando problemas na jogabilidade conectada, e os produtores têm controle total sobre as duas versões.

A não ser, é claro, quando não existe mão-de-obra suficiente para que uma única empresa trabalhe nas duas versões. É o caso de PlayStation All-Stars Battle Royale, em que a edição PS3 é responsabilidade da SuperBot, enquanto o game para Vita está nas mãos da Bluepoint Games. Ainda assim, ambas trabalham de forma sincronizada e caminham totalmente unidas.

Uma constante

Para Yoshida, as pessoas cada vez mais esperam que os games exclusivos da Sony sejam lançados para os dois consoles e enxergam a possibilidade de continuar a jogatina em qualquer lugar como um ponto altamente positivo. Tal ideia gerou até mesmo mudanças internas na companhia, já que antes, a ideia dos japoneses era restringir os jogos a uma única plataforma para fortalecer o portfólio de títulos.

O executivo não entra nesse tipo de detalhes na entrevista, mas é provável que essa estratégia de lançamentos se mantenha na próxima geração, da qual o PlayStation Vita invariavelmente vai ser um integrante. Fica apenas o questionamento: será que veremos games de outras plataformas seguindo esse mesmo caminho de produção e lançamento?

Fonte: Ars Technica

Via BJ

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