Um estudo publicado recentemente no jornal médico Science por pesquisadores da Universidade de Stanford pode trazer de volta a sensação de toque a amputados ou pessoas com paralisia. Eles desenvolveram um novo tipo de material, chamado DiTact (contração de Digital Tactile System), coberto com uma camada de sensores de pressão sobre outra de circuitos capazes de produzir sinais pulsantes que podem ser entendidos pelo cérebro.

Cada sensor tem 50 mícrons de largura e é feito de borracha e nanotubos de carbono condutores e a forma de uma pirâmide inversa. Quando pressão é aplicada sobre o material, um sensor encosta no outro, permitindo que uma corrente elétrica de 11 volts passe através de cada pirâmide e chegue à camada interna do DiTact.

Quanto maior a pressão, mais eletricidade é transmitida, e isso é transformado em picos de voltagem por um circuito oscilador em anel. A frequência desses picos é então convertida em sinais pulsantes que são enviados para os neurônios, que, por sua vez, interpretam essa informação como a sensação de toque. Os testes realizados em tecido cerebral de ratos sobre uma placa de Petri foram promissores até agora.

Um toque de luz

Outro método que os cientistas testaram foi a abordagem optogenética, que usa luz para estimular os neurônios. Eles converteram os impulsos elétricos do material em luz pulsante com a ajuda de LEDs. Os sinais luminosos foram aplicados sobre neurônios de ratos que foram modificados geneticamente para responder à luz. A pressão aplicada ao DiTact foi traduzida em luzes, que foram corretamente interpretadas pelo tecido cerebral.

Por ser flexível, gastar pouca energia e produzir um sinal relevante para os neurônios, o material pode estar no caminho certo para devolver a sensação de toque a quem não a tem por alguma razão. Testes em animais e posteriormente em humanos ainda devem demorar alguns anos, no entanto. O próximo passo é adicionar ao DiTact outros tipos de sensores, como de temperatura, por exemplo.

Benjamin Tee, um dos pesquisadores envolvidos, contou ao site Ars Technica que sua inspiração para trabalhar com pele artificial surgiu quando assistiu a "Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca", depois de ver a mão protética que Luke Skywalker ganha no final do filme, após perder o membro em uma luta com o vilão Darth Vader.

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