Engenheiros da Universidade de Saarland, na Alemanha, mostraram uma nova técnica para mover próteses usando fios de nitinol. O material é uma liga de níquel e titânio, usado largamente em stents coronários, uma prótese utilizada para alargar os vasos sanguíneos.

Fios de nitinol, com uma forma predefinida, correm por dentro da prótese. Ao passar uma corrente elétrica pela liga de metal, os fios relaxam e permitem que a mão se mexa. Ao interromper a corrente, eles voltam ao formato original (o nitinol possui "memória").

A vantagem dessa tecnologia é evitar o uso de motores e outras partes móveis, permitindo inseri-la em espaços mais exíguos, dando abertura para novos designs de prótese que não são limitados pelas mecânicas tradicionais.

Agilidade

"O maço de fios pode contrair e relaxar rapidamente enquanto exerce uma força de tensão alta", diz a engenheira Filomena Simone, cujo projeto é parte de sua pesquisa de doutorado. "A razão desse comportamento é o rápido resfriamento dos muitos fios, que apresentam uma grande área pela qual o calor pode ser dissipado".

"Ao contrário de um cabo único, um conjunto de fios muito finos pode se submeter a rápidas contrações e extensões equivalentes àquelas observadas nos músculos humanos. Como resultado, fomos capazes de realizar um movimento rápido e suave dos dedos", concluiu.

O projeto de Simone será exibido na Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, que acontece de 13 a 17 de abril.

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