Embora seja comum nos restringirmos a falar de televisores e monitores no que diz respeito ao consumo de produtos audiovisuais, projetores também ocupam um espaço importante nesse espaço. Apesar de restritos a um público específico, esses produtos despertam a atenção de muitas pessoas que não querem ter que lidar com as restrições de um display convencional.

Disponíveis no mercado há um tempo considerável, dispositivos da categoria podem gerar certa confusão devido ao fato de sempre apresentarem duas especificações de resolução: o valor nativo e o máximo. A simples existência dessas informações pode gerar confusão em muitos consumidores, especialmente naqueles acostumados a lidar somente com TVs — felizmente, entender o que cada um deles significa é um processo bastante simples.

Resolução nativa

Todos os projetos disponíveis no mercado usam um sistema de microdisplays que podem ser constituído por um painel LCD ou chips DLP ou LCOS. Como esse componente tem características físicas bem determinadas, trabalha com uma quantidade de pixels bem definida que não pode ser alterada.

A resolução nativa define a quantidade de pixels exibida por um projetor

E é justamente a essa quantidade que batizamos como a resolução nativa de um projetor. Em outras palavras, por mais que você aumente ou diminua a área de exibição de seu aparelho, ele nunca vai ser capaz de exibir uma quantidade de detalhes menor do que aquela indicada pela fabricante.

Assim como acontece em um televisor, tablet ou smartphone, a resolução nativa é indicada por um número que mostra a quantidade de pixels horizontais multiplicada pelo número de pixels verticais ou pelo resultado dessa operação. Um projetor SVGA, por exemplo, nunca vai conseguir projetar mais detalhes do que o permitido por sua resolução nativa de 480 mil pixels.

Resolução máxima

A resolução máxima de um projetor nada tem a ver com as definições físicas de sua resolução, mas sim com a resolução dos sinais que são recebidos por ele. Caso o valor indicado seja menor do que a resolução nativa da fonte utilizada, o aparelho não vai ser capaz de projetar imagens em uma tela.

Para compreender melhor como isso funciona, pense em um dispositivo que tem resolução máxima de 1080p (1920x1080 pixels). Ele vai ser capaz de exibir qualquer imagem produzida até esse limite, mas não vai ser capaz de exceder isso — em outras palavras, fontes que produzem imagens em 4K não vão funcionar corretamente.

Escalonamento

Quase todos os projetores do mercado são capazes de trabalhar com fontes que possuem resoluções superiores ou inferiores à sua resolução nativa. No entanto, a não ser que esses valores sejam exatamente iguais, um ajuste precisa ser feito para que uma imagem possa ser projetada corretamente.

Diferenças entre a resolução nativa e o padrão da fonte utilizada podem trazer problemas

Nesse momento entram em ação diferentes técnicas de escalonamento, compressão e expansão de imagens. Caso a fonte usada se baseie em um padrão acima das especificações nativas do projetor, há uma redução na quantidade máxima de pixels, o que gera a impressão de que houve uma “suavização” na imagem.

No caso inverso, em que a fonte tem uma resolução menor que a nativa ao dispositivo, os pixels são “esticados” e o resultado final não é tão agradável. Em ambos os processos, é preciso prestar bastante atenção aos textos utilizados, visto que esse elemento costuma ser bastante prejudicado pela disparidade de padrões entre a fonte e o aparelho projetor.

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