Suítes de escritório ou pacotes de programas de produtividade. Não importa o nome, esses serviços fazem parte das rotinas de milhões de pessoas desde que os primeiros PCs começaram a ser utilizados como ferramentas nos escritórios de todo o mundo.

Embora os nomes soem antiquados, esses produtos evoluíram com o tempo e hoje apresentam funções impensáveis há algumas décadas, como sincronização total com a nuvem e edição por várias pessoas em tempo real.

Neste comparativo, mostramos pontos positivos e negativos dos três principais concorrentes comerciais do mercado para que você possa analisar cada um e escolher a opção que melhor se encaixa no seu perfil.

Microsoft Office 365

Difícil encontrar alguém que tenha trabalhado com computadores nas últimas duas décadas e não tenha utilizado algum dos programas oferecidos pela Microsoft no pacote Office. Por anos, comprar o Office foi sinônimo de sair de casa, ir em uma loja e adquirir a caixinha com os discos para instalar o software na sua máquina.

Os tempos mudaram. Hoje o serviço se chama Office 365 e não inclui apenas uma suíte de aplicativos de trabalho, mas sim toda a integração com a plataforma da Microsoft. Existem diversas modalidades de pagamentos mensais, que cobrem praticamente todos os tipos de usuários, desde quem usa em casa até empresas que precisam de contas para dezenas ou centenas de funcionários.

Assim como seus competidores, o Office tem uma versão web e aplicativos para dispositivos móveis gratuitos. Essas edições têm menos funcionalidades que as completas, mas devem ser mais do que suficiente para quem precisa criar apenas documentos ou planilhas básicas.

O Office 365 inclui também 1TB de armazenamento no OneDrive e 60 minutos mensais de ligação no Skype.

Mas onde a assinatura do Office se sobressai é na integração com a plataforma da Microsoft. Ao assinar o plano mais barato, que custa R$ 239 por ano (há também uma opção que custa R$ 299 e pode ser dividida com até cinco pessoas), você não tem acesso apenas a Word, Excel e PowerPoint. O Office 365 inclui também 1TB de armazenamento no OneDrive e 60 minutos mensais de ligação no Skype.

Pontos positivos: O valor das mensalidades é excelente para a quantidade de produtos oferecidos, especialmente se você dividir o plano anual com cinco amigos. Quem já trabalha em uma máquina com Windows e precisa de uma suíte de escritório completa, com certeza estará em boas mãos com o Office 365, enquanto quem só quer fazer uma edição básica em documentos simples deve se satisfazer com a versão web.

Pontos negativos: Apesar de ter aplicativos para praticamente todas as plataformas modernas (inclusive o Windows 10 Mobile), as ferramentas de integração e trabalho em equipe do Office ainda podem melhorar. Edições em documentos feitas por outros usuários nem sempre são exibidas em tempo real e a lista de arquivos recentes pode demorar para ser atualizada quando você cria um documento no celular e tenta continuar o trabalho no desktop, por exemplo.

iWork

A suíte de aplicativos corporativos da Apple se diferencia dos concorrentes em um ponto fundamental para quem está procurando o melhor serviço do tipo: ele só pode ser instalado nos sistemas operacionais da empresa, iOS e macOS. Em contrapartida, ele é completamente gratuito para quem tem um computador da Apple ou um aparelho iOS.

Em 2013, a Apple lançou uma versão web que sincroniza com o iCloud e pode ser usada através de qualquer navegador. Assim como acontece com o Office, essa edição não traz todas as funções do programa completo, servindo mais para quem está longe dos próprios aparelhos e precisa fazer uma alteração rápida em algum documento.

Apesar disso, é evidente que o foco da empresa é outro. A Apple não tem pretensões de lançar uma suíte de aplicativos com versões para todas as plataformas e integração total para usuários de qualquer sistema, preferindo tentar se estabelecer entre os usuários que já são clientes da empresa.

Pontos positivos: Keynote, Pages e Numbers (os três programas incluídos no iWork) devem satisfazer a maioria dos usuários já habituados ao ecossistema da Apple. Se você usa um iPhone e trabalha em um Mac, vale a pena dar uma chance, até porque ele já pode estar instalado em ambos.

Pontos negativos: Se você não vive no ecossistema da Apple, nem vale a pena tentar.

Google Drive

Logo após ser lançado, em 2005, o editor de documentos da Google ganhou popularidade principalmente pelo fato de ser gratuito e não exigir instalação. A ferramenta amadureceu com o tempo e hoje é uma alternativa séria para muitos profissionais.

A Google não dá um nome específico para o conjunto de três ferramentas que inclui Documentos, Planilhas e Apresentações. No entanto, eles são completamente integrados ao Google Drive, a ponto de algumas configurações, como o armazenamento offline, ficarem por lá.

O ponto forte dos aplicativos é essa integração total com os serviços da Google. A empresa também sempre destacou o fato de não ter um botão de salvar, já que todas as alterações são feitas e salvas em tempo real. Embora atualmente isso seja esperado de todo serviço do tipo, na época, foi uma novidade revolucionária.

Os serviços são totalmente gratuitos, sendo uma conta da Google a única exigência para utilizá-los. Apesar de ter como foco o fato de ser online, é possível ativar a edição offline nas configurações do Google Drive, bem como no menu dos aplicativos para Android e iOS.

Pontos positivos: A melhor opção para quem precisa trabalhar com diversas pessoas em um mesmo documento. Se tem uma coisa que a Google faz bem é mandar informações para a nuvem e deixar tudo sincronizado para você acessar em qualquer lugar.

Pontos negativos: O Google está sempre adicionando novas funções, mas é inegável que o Office da Microsoft ainda reina absoluto entre usuários que precisam criar documentos, planilhas e apresentações um pouco mais complexas.

Qual é o melhor?

Logo de cara, é possível eliminar pelo menos uma das opções da sua lista, dependendo do sistema operacional que você usa no dia a dia. O iWork, da Apple, tem seus pontos positivos, como o design apurado que sempre foi marca da empresa. No entanto, ele só pode ser considerado por quem usa macOS e tem um iPhone.

Se este não é o seu caso, pode esquecer a suíte como uma alternativa. Apesar de oferecer uma versão gratuita dos aplicativos no site do iCloud, ela não supera as versões online dos concorrentes. Agora, se você já está totalmente dentro do ecossistema da Apple, vale a pena dar uma chance.

Para a maioria dos usuários, a grande decisão está mesmo entre o Microsoft Office e os aplicativos que fazem parte do Google Drive. Pode parecer uma escolha difícil, já que ambos têm tudo o que é esperado de programas do tipo, mas olhando com calma, dá para ver em quais casos cada um se sai melhor.

Existem opções para todos os gostos

Quem precisa criar planilhas e apresentações como parte do trabalho dificilmente terá suas necessidades supridas pela Google. Esses são os pontos em que a distância entre os dois serviços ainda é muito grande, com o Office cheio de ferramentas mais avançadas e o Excel totalmente estabelecido como o programa de criação de planilhas do mercado.

Quando o assunto é criação de documentos, as coisas mudam um pouco de figura. Neste ponto, a alternativa da Google já tem tudo o que um editor de texto precisa, como modo de controle de alterações e opções de alteração do layout. Mesmo quem trabalha com documentos diariamente pode se surpreender ao dar uma chance para o Google Documentos e ver como o aplicativo evoluiu desde o lançamento.

E não é possível falar em Google sem citar o aspecto em que a empresa se destaca: a sincronização com a nuvem. Não existe escolha melhor caso você precise editar documentos com várias pessoas ao mesmo tempo. As alterações são realmente exibidas em tempo real e o modo de sugestões ajuda a manter as coisas organizadas.

A suíte da Microsoft tem opções de edição e um corretor ortográfico bem mais avançados que o oferecido pela Google

Mas é inegável que muitos usuários só vão se satisfazer com o Office. A suíte da Microsoft tem opções de edição e um corretor ortográfico bem mais avançados que o oferecido pela Google. A diferença é especialmente gritante para quem não escreve apenas texto, mas insere tabelas e gráficos complexos e cria artigos com estruturas pouco convencionais.

Todas essas vantagens têm o seu preço, mas custando R$ 24 por mês no plano mais barato e com o extra de ter 1TB de armazenamento no OneDrive – que é totalmente integrado ao Windows 10 –, a assinatura do Office 365 é uma excelente compra, ainda mais se considerarmos que ela pode ser dividida com até cinco amigos. Nesse caso, a edição custa R$ 29 mensais, menos de R$ 6 por pessoa.

A Google oferece ótimas soluções para quem precisa fazer criações básicas e suas opções de trabalho colaborativo são as melhores entre os três. O Office, no entanto, também pode ser editado por várias pessoas ao mesmo tempo, tem uma versão gratuita competente e ferramentas avançadas que ainda não existem nos concorrentes. Tudo isso por um preço extremamente competitivo. Dependendo do seu perfil, os dois são ótimas opções.

E você? Qual a sua suíte de aplicativos favorita? Concorda ou discorda com o que foi discutido no texto? Deixe sua opinião nos comentários.

Correção: O artigo foi editado para deixar mais claro que o Google Drive é um serviço separado do conjunto Documentos, Planilhas e Apresentações (o grupo formado por esses três não tem um nome específico). Além disso, há um limite de 15GB no armazenamento online gratuito.

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