Quando se trata de biblioteca para desenvolvimento para aplicativos, especialmente no caso de jogos, há uma disputa ferrenha entre o OpenGL, multiplataforma e o Direct3D, restrito aos sistemas da Microsoft. Ambas as tecnologias são utilizadas nos mais modernos jogos disponíveis no mercado, e é quase impossível pensar em gráficos tridimensionais de última geração que não utilizem alguma delas.

Embora as duas tecnologias sempre acompanhem o avanço uma da outra, o anúncio do DirectX 11 parecia ter encerrado de vez a disputa, ao menos em ambientes Windows. A plataforma da Microsoft demonstrou a capacidade de produzir gráficos sem igual, com uma qualidade digna de cinema – muito além do que qualquer versão do OpenGL era capaz.

Porém, ao ser lançada, a versão 4.0 do OpenGL mostrou que a plataforma ainda está viva e que , embora ainda esteja um pouco atrás quando o assunto são gráficos tridimensionais, arranjou meios de ganhar o território perdido. O destaque continua sendo a versatilidade da plataforma – além de rodar em qualquer plataforma, esta versão mostrou uma compatibilidade maior com dispositivos móveis, área que parece ter sido ignorada pelo concorrente.

Usada principalmente para desenvolvimento de aplicativos (como foco em jogos) para os computadores Mac com o sistema operacional OS X, o OpenGL 4.0 tem se tornado cada vez mais atrativo, principalmente pra desenvolvedores multiplataforma.

O Khronos Group, responsável pela biblioteca de desenvolvimento, parece disposto a aprimorar cada vez mais a experiência de uso. Tanto é que, em pouco menos de cinco meses depois de lançar a última versão do OpenGL, apresentou ao mundo esta semana as especificações da versão 4.1 que trazem ainda mais novidades para os aficionados por jogos eletrônicos.

Novidades da versão 4.1

Em sua sexta atualização da biblioteca de desenvolvimento dentro de um período de dois anos, o OpenGL 4.1 tem como um dos destaques manter a compatibilidade com todas as suas versões anteriores – ou seja, desenvolvedores acostumados com o ambiente podem migrar seus projetos para a nova versão sem nenhum problema.

A nova versão inclui um corretor de erros mais robusto, que permite detectar e resolver problemas de forma mais eficiente e descomplicada, tornando o desenvolvimento de aplicativos no ambiente uma tarefa mais simples. O OpenGL também aprimorou o suporte ao uso de shaders, recurso utilizado à exaustão nos jogos mais modernos, adicionando a habilidade de requerer e carregar um binário para objetos do programa, o que diminui o tempo necessário para o carregamento das informações durante a compilação de dados.

A versão 4.1 também aprimora a experiência e a interação entre plataformas diferentes, oferecendo um ambiente único de trabalho para os desenvolvedores. Por questões de organização, o ambiente se divide em três formas: OpenGL, utilizado para aplicativos de computador e estações de trabalho; Open GL ES, que tem como foco plataformas como o iPhone e o Playstation 3; e o WebGL, que permite a inclusão de gráficos tridimensionais em páginas de internet sem a necessidade de plugins adicionais.

Enquanto as versões anteriores apresentavam incompatibilidades entre o OpenGL e o OpenGL ES, agora não há mais problemas neste sentido. Isso permite o desenvolvimento de aplicativos para vários ambientes utilizando o mesmo banco de dados – além de permitir que os desenvolvedores utilizem estruturas superiores como base para seus projetos.

O corretor de erros mais robusto também fortalece o uso do WebGL como plataforma de desenvolvimento online. Tradicionalmente, os aplicativos OpenGL sempre barraram aplicações não confiáveis de acessar os dados do computador – algo que se torna mais difícil na internet, que tem um vasto histórico de tentativas de invasões disfarçadas em páginas aparentemente confiáveis.

A versão 4.1 corrige esse problema, impedindo que aplicações maliciosas ataquem os drivers de vídeo do computador através de brechas do WebGL, disponibilizando formas dos desenvolvedores tornarem a checagem de segurança padrão mais restritiva.

Ferramentas para gráficos ainda melhores

Quanto às opções de desenvolvimento gráfico, embora não tenha apresentado o mesmo número de novidades que a versão 4.0, o novo OpenGL dispõe de ferramentas que complementam e facilitam o desenvolvimento.

Foi incluída a habilidade de vincular programas individualmente a cada um dos estágios de programação gráfica, (Vertex, controle de Tesselation, avaliação de Tesselation, Geometria e Fragmentos) o que permite desenvolver ambientes gráficos em que os objetos utilizam somente os estágios de shaders mais apropriados para a função que desempenham. Isso sem contar com a inclusão de entradas de 64 bits em shaders de vértices componentes de pontos flutuantes, dando maior precisão geométrica às criações.

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