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YouTube detalha regras que vão desmonetizar vídeos genéricos de IA

O YouTube destrinchou o que considera como 'conteúdo inautêntico' inelegível para monetização na plataforma.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule21/07/2026, às 12:00

O YouTube destrinchou o que se enquadra como "conteúdo inautêntico" e não é elegível para monetização. A explicação está contida em um vídeo publicado no canal oficial Creator Insider, onde o Google publica material focado para criadores de conteúdo.

Em julho de 2025, o YouTube anunciou a alteração nas suas políticas de monetização: vídeos repetitivos produzidos em massa – os AI Slops, por exemplo – correm risco de não serem elegíveis para fazer dinheiro com publicidade. Agora, no vídeo "YouTube's Inauthentic Content Policy – Explained", executivos da empresa detalham o que entra nessa categoria.

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Três tipos de vídeos podem se enquadrar como conteúdo inautêntico:

  • Vídeos cujo conteúdo pode ser facilmente gerado por IA (como animações e CGI), modelos prontos ou pouca variação entre um vídeo e outro;
  • Material "desagradável", isto é, vídeos produzidos principalmente para gerar desconforto ou manipular emoções para atrair atenção;
  • Vídeos com uso de personas de IA, em que o conteúdo é apresentado por um personagem sintético para abordar temas importantes, como problemas legais, finanças ou saúde.

Os canais inteiramente dedicados a esse tipo de conteúdo podem ser removidos do Programa de Parcerias do YouTube (YPP).

Nem todo vídeo gerado por IA é automaticamente desmonetizado, porém. "A IA pode, de fato, permitir que as pessoas produzam muitos vídeos. Às vezes, esses vídeos são excelentes e realmente potencializam a criatividade. Além disso, é possível criar um volume maior de conteúdo de alta qualidade, algo que queremos incentivar", afirmou o vice-presidente de Confiabilidade e Segurança do YouTube, Matt Halprin. "Mas essa ferramenta também pode permitir a criação rápida de muitos vídeos parecidos entre si. Eles acabam sendo genéricos, sem um arco narrativo real e sem demonstrar a criatividade. Portanto, a mesma tecnologia possibilita coisas ótimas, mas também viabiliza práticas que se assemelham a uma 'fábrica de conteúdo' – e não é isso que queremos", complementou.

Em uma página de suporte, o Google ressalta que o conteúdo de canais monetizados precisa ser “original e autêntico”. Portanto:

  • Os vídeos precisam ser criações originais. Se forem derivados de material de outra pessoa, precisam ter mudanças significativas para que seja algo novo;
  • O conteúdo não pode ser produzido em massa e nem ser repetitivo. “Ele precisa ser criado com o objetivo de divertir ou educar os espectadores, e não apenas para gerar visualizações”, explicou o site.

Comunidade reclama da classificação automatizada

Nos comentários do vídeo, usuários ressaltam que o problema não está nas categorias definidas pelo YouTube, mas sim na execução das ferramentas automatizadas de classificação. "O problema é que o sistema de detecção atual do YouTube é extremamente falho; milhares de criadores, como eu, perderam tudo porque esses sistemas classificam erroneamente o conteúdo como produzido em massa, e vocês não nos dão a chance de provar o contrário", afirmou um criador.

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