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Googlebook é a nova categoria de laptops inteligentes baseada no Android e Gemini

O Google aposentou a linha Chromebook e acaba de anunciar os novos Googlebooks, com notebooks focados em inteligência artificial de entrada.

Avatar do(a) autor(a): Wellington Arruda

schedule12/05/2026, às 14:01

updateAtualizado em 12/05/2026, às 14:03

O sucessor do Chromebook foi anunciado nesta terça-feira (12) pelo Google e, como especulado, ele é integrado ao ecossistema do Android. A nova linha Googlebook promete notebooks construídos com materiais premium e um software mais inteligente, sendo este o principal foco da companhia.

O Google diz que os novos computadores “são os primeiros laptops projetados do zero para a Gemini Intelligence”. Apesar do anúncio resumido, a companhia compartilhou as primeiras novidades que chegarão com a sua nova categoria de laptops.

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Um dos grandes destaques é o Magic Pointer. Trata-se da tradicional “setinha do mouse” (cursor) que você usa no seu computador. Ele foi projetado em parceria com a divisão Google DeepMind, que é responsável por projetos de inteligência artificial (IA) da empresa. Na prática, esse novo “cursor inteligente” terá um papel mais ativo na navegação.

  • A principal diferença do Magic Pointer é que ele tem acesso direto ao Gemini;
  • Ao selecionar algo ou navegar por uma página ou aplicativo, o cursor vai exibir sugestões rápidas e contextuais para o que o usuário está “apontando”;
  • Para iniciar uma interação com o Magic Pointer, segundo o Google, basta “chacoalhar” um pouco o cursor na tela do computador;
  • Ele pode, por exemplo, agendar reuniões se você estiver selecionando uma data em um e-mail;
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O Magic Pointer é um dos recursos de maior destaque da nova linha Googlebook. (Imagem: Google/Divulgação)
  • O recurso também pode selecionar duas imagens e gerar uma nova utilizando IA, mesmo sem fazer o download de nenhum arquivo para a sua máquina;
  • Ele permite ao usuário selecionar coisas específicas da tela para realizar uma pesquisa, como já vimos no “Circule para Pesquisar” dos celulares;
  • Um recurso exibido pela empresa faz com que ele possa sugerir o envio de fotos específicas, como quando alguém pergunta “como foi sua viagem à Tóquio?”.

Outra ferramenta que chegará aos Googlebooks se chama “Create your Widget” (ou “Crie o seu Widget”, em tradução livre). Com ela, o usuário pode criar widgets utilizando prompts, tendo como base as buscas na internet ou apps como Gmail e Agenda. Algo a se notar é que, conforme demonstrado pela companhia, o usuário poderá personalizar o visual desses widgets.

A criação de widgets no Googlebook é similar ao que chega ao Android 17. Você pode criar um widget com um contador para um evento importante, para uma reunião ou até para que ele possa reunir informações sobre viagens, hotéis e reservas de restaurantes. A ideia é que o usuário possa criar widgets rápidos e claros para a sua área de trabalho.

Ainda não sabemos quais são os limites do “Create your Widget”, tampouco quais permissões ele pode precisar para criar os widgets. Mas o Google diz que ele pode ser usado até para coisas mais simples, como para criar um timer para a sua próxima maratona ou para o próximo grande clássico do seu time, por exemplo.

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Novo sistema permitirá criar widgets utilizando IA. (Imagem: Google/Divulgação)

Googlebook é baseado no Android

Algo certo sobre os novos Googlebooks é que a nova categoria é baseada no Android. Por isso, existe uma conexão mais direta com smartphones que utilizam o sistema móvel da companhia. Essa também é uma forma do Google colocar em prática o trabalho que vinha fazendo para desenvolver um ecossistema mais amplo, já que o Chromebook nunca conseguiu atingir esse mesmo nível.

Um Googlebook poderá, sim, executar aplicativos de maneira local. Ele também tem acesso à biblioteca do Google Play e ao Gemini Intelligence. No entanto, ele poderá espelhar os smartphones Android diretamente, permitindo ao usuário conferir os seus aplicativos frequentemente usados no dispositivo móvel.

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O Googlebook também poderá espelhar aplicativos que o usuário já usa no smartphone, como o Duolingo. (Imagem: Google/Divulgação)

A ideia é que esse fluxo entre o computador e o celular não seja interrompido. Assim, caso você esteja trabalhando no computador mas precisa pedir uma comida, checar uma mensagem ou só verificar algo específico do seu celular, pode abrir esses apps sem precisar pegá-lo de fato e sem baixar nada. É algo similar ao que acontece entre o iOS e o macOS.

Outra ferramenta nativa permite que o usuário possa acessar os arquivos do smartphone pelo próprio Googlebook. Esse recurso se chama Quick Access e permite visualizar, pesquisar por arquivos ou transferir algo de um dispositivo para o outro rapidamente.

O design do novo sistema é bastante familiar. Mas vale ressaltar algumas áreas mais translúcidas ao utilizar o Gemini, que ainda exibem cores na parte inferior das janelas. Ele também conta com um “menu iniciar” para exibir os apps, uma barra de tarefas com ícones fixos ou em atividade e um navegador de arquivos.

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Os novos laptops do Google poderão acessar arquivos do celular. (Imagem: Google/Divulgação)

Os primeiros fabricantes que lançarão notebooks do tipo já foram revelados: Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo trabalharão em conjunto com o Google nos novos dispositivos. Os notebooks terão diferentes “formatos e tamanhos” e uma faixa de LED chamada de “glowbar” na tampa, indicando se tratar de um Googlebook.