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CES 2026: Testamos o Meta Display, óculos inteligente com tela de Mark Zuckerberg

Novo dispositivo da Meta foi uma das atrações da maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas.

Avatar do(a) autor(a): Bruna Arimathea

schedule09/01/2026, às 10:16

updateAtualizado em 09/01/2026, às 13:10

Depois do sucesso do Meta Ray-Ban, óculos inteligentes que filmam e tiram fotos, a empresa de Mark Zuckerberg lançou em setembro do ano passado o Meta Display, dispositivo com uma pequena tela de informações na lente. Com menos de quatro meses de vida, o Meta Display foi uma das atrações da CES 2026, em Las Vegas — e o TecMundo testou os óculos para entender como eles funcionam.

O kit dos óculos vem com uma caixinha que funciona como carregador e uma pulseira. O dispositivo é parte de uma interface neural: a pulseira responde a estímulos musculares para dar comandos nas interfaces virtuais nos óculos. A recomendação é que ela seja colocada no braço de forma justa, para que cada movimento seja captado corretamente pelo aparelho. Nos testes, por exemplo, os óculos tiveram alguns problemas de interpretação de gestos quando a pulseira não estava bem atada e centralizada no pulso.

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O display fica apenas na lente do olho direito e pode ser desativado com um gesto. A tela tem, ainda, alta definição, com até 5.000 nits de brilho — o iPhone 17, por exemplo, tem brilho de 3.000 nits — que pode ser regulado nas configurações dos óculos. Aqui é onde a experiência começa a ficar futurística e um pouco impessoal.

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Foto: Bruna Arimathea/ESTADAO

A ideia é que a tela seja uma fonte de informação com mapas, tradução e notificações, por exemplo, e é realmente possível ter acesso a esses dados. Mas é preciso usar o foco do olho para escolher entre ler a tela ou olhar para a pessoa que está na sua frente, por exemplo.

Um dos recursos do Meta Ray-Ban Display é a transcrição em tempo real. Ao selecionar a opção, o usuário consegue ver uma espécie de legenda com a transcrição da conversa com outra pessoa, porém a interatividade é um pouco perdida quando se está lendo a tela — e talvez seja algo que incomode quem está conversando com você.

As lentes mudam de cor na luz do sol, e a autonomia da bateria é de até 30 horas com o estojo de carregamento. Sem o estojo, cai para 18 horas.

Na lente, o mini display tem 42 pixels em cada grau do campo de visão e foi adicionado na parte lateral da lente direita para não atrapalhar o que o usuário vê no ambiente ao seu redor. Segundo a Meta, o display tem apenas 2% de vazamento de luz, o que permite que seja possível ver a tela mesmo em dias ensolarados.

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Foto: Bruna Arimathea/ESTADAO

A pulseira traz sensores de eletromiografia, que detectam os impulsos neurais dos músculos para identificar o comando do usuário. A tecnologia permite que seja possível criar textos ao escrever em uma superfície, por exemplo — o software consegue fazer a correlação entre a posição dos dedos e a letra que está sendo escrita.

*A repórter viajou para Las Vegas a convite da CTA, organizadora da CES