Apple é acusada de publicidade enganosa com MacBooks M1

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No final de julho, comentamos aqui no TecMundo que um número significativo de clientes da Apple estava reclamando nas redes sociais sobre seus MacBooks, especificamente os modelos Pro e Air com o badalado chip M1, feito com o silício personalizado da empresa da maçã. Essas queixas espalhadas pelos EUA transformaram-se em uma ação judicial coletiva, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal da Califórnia.

Na petição inicial, os clientes afetados reclamam que as telas de seus laptops simplesmente racham do nada, ou passam a exibir linhas pretas horizontais e verticais. Os reclamantes alegam que os defeitos não decorrem de falta de cuidado, mas devido a um claro problema no próprio hardware.

Como a qualidade das telas do MacBook Pro e do MacBook Air é um dos diferenciais exaltado na publicidade dos produtos, o processo acusa a gigante de Cupertino de “marketing enganoso” e de práticas comerciais “fraudulentas”.

O que os reclamantes pedem à Apple

Tela do MacBook Air em publicidade da Apple (Fonte: Apple/Divulgação.)Tela do MacBook Air em publicidade da Apple. (Fonte: Apple/Divulgação.)Fonte:  Apple 

De acordo com a ação judicial proposta, a Apple tomou conhecimento dessa onda de defeitos, mas optou por não os divulgar aos seus clientes e continuar sua comercialização. Pior: infringiu a lei do consumidor, pois se recusou a consertar as telas mesmo dentro do período de garantia, alegando que os danos haviam sido causados pelos próprios usuários.

Na forma como apresentado ao Distrito Norte da Califórnia, o processo não pleiteia pagamento de danos ou indenização monetária da Apple. A ação solicita que a multinacional reverta o seu “falso marketing” a respeito da qualidade e confiabilidade dos displays de seus MacBooks, e que também “corrija, conserte, substitua ou de alguma forma retifique as suas práticas ilegais, injustas, falsas e/ou enganosas”.

A peça jurídica concede à fabricante dos modelos supostamente defeituosos um prazo de 30 dias, contados a partir de 30 de agosto, para se manifestar. Caso contrário, a ação coletiva prosseguirá, e os danos podem chegar a US$ 5 milhões.