Samsung Galaxy Buds+: esse PLUS no nome faz sentido? [Review]

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Além de atualizar sua linha de smartphones com os Galaxy S20, a Samsung também atualizou seus fones de ouvido sem fio com o Galaxy Buds+. Por mais que muita coisa seja parecida com a versão passada, esse "Plus" no nome faz sentido.

O tempo de bateria prometido agora é de 11 horas – ou 22 horas com o estojo –, as saídas de som e o microfone ganharam um turbo. Os Buds+ estão longe de serem perfeitos, mas Samsung fez melhorias importantes.

Design

As mudanças visuais foram tímidas. Além das novas cores, o estojo só é diferente no novo acabamento brilhante, que é fosco na primeira versão. O LED externo, a entrada USB-C e o logo da Samsung na tampa estão na mesma posição. Estas são algumas mudanças mais perceptíveis tendo os dois nas mãos:

  • Os ícones de 'esquerdo' e 'direito' agora parecem botões, mas não são
  • O LED interno agora está acima desses ícones
  • O espaço para cada fone está um pouco maior
  • E a tampa abre e fecha de forma mais sutil

As novas cores são preto, azul e branco. Também há uma vermelha, que até o momento não foi lançada por aqui. Cada fone pesa 6,3 gramas, ou 0,3 grama a mais que os originais.

Eles não incomodam, mas é ideal testar as borrachinhas que vêm na caixa. Tanto porque não há isolamento ativo de ruído, quanto para que fiquem firmes. Os Buds originais já caíram do meu ouvido andando de skate, então é bom tomar cuidado durante atividades mais movimentadas.

Os novos Buds+ continuaram com proteção contra suor e gotas moderadas de água (IPX2). Eles sobrevivem a uma goteira ou a treinos mais exigentes, mas talvez deixem de funcionar se caírem numa sopa ou no refrigerante.

Cada fone também tem um touchpad, como nos Buds anteriores. Você pode personalizá-los para acionar algum assistente (Bixby, Google Assistente, Siri), controlar o volume, acionar o modo de som ambiente ou iniciar o Spotify.

Galaxy Buds PlusGalaxy Buds Plus (Imagem: Derek Keller / TecMundo)

Este último recurso funciona apenas em dispositivos Android e reproduz as músicas sem precisar encostar no celular. Também é possível tocar duas vezes na ponta do fone para aumentar ou diminuir o volume, mas este gesto não é muito intuitivo.

No recurso de som ambiente, que capta o áudio externo pelos microfones, agora há três níveis de intensidade. Se você precisar de mais, há um quarto nível "escondido" nas configurações.

Os gestos, em geral, são simples e funcionam bem. Se você é um novo usuário, lembre-se de não fazer muita força na hora de tocar nos fones. Caso contrário, poderá causar desconforto no canal auditivo.

Qualidade sonora

A qualidade sonora dos Buds+ foi melhorada e agora cada fone tem um woofer e um tweeter. Eles seguem com tecnologia da AKG e têm uma melhor resposta em graves mesmo em frequências mais baixas.

Nas frequências médias e altas, os instrumentos soam um pouco menos empolgantes, mas  há bastante clareza e a melhoria neste ponto foi significativa. No equalizador, encontramos um equilíbrio melhor de som no modo dinâmico.

Mas, também como nos originais, os Buds+ não têm suporte ao codec aptX. Ele suporta os padrões SBC e AAC, além do Scalable que funciona apenas em dispositivos da Samsung. A latência também é baixa, sincronizando melhor o conteúdo com jogos ou vídeos/filmes. Não é a mais baixa do mercado, mas cumpre um papel satisfatório.

A Samsung também adicionou um microfone extra aos Buds+. Agora, são dois externos e um interno. Isto ajuda bastante em chamadas, gravações ou no modo de som ambiente. Somente em ambientes externos há uma maior perda de qualidade, mas eles ainda soam mais nítidos que o modelo do ano passado.

Autonomia de bateria

Cada fone agora tem 85 mAh de bateria, contra 58 mAh da versão anterior. O tempo de carregamento também foi melhorado e isso é ótimo para cargas rápidas. A estimativa é de que em 3 minutos carregando, os Buds+ têm carga para 1 hora de música. Os Buds+ também são compatíveis com o carregamento por indução (Qi).

Nesse período de testes, os Buds+ foram usados sempre por cerca de sete dias com uma única carga nos fones e no estojo. A Samsung promete até 22 horas totais de uso, o que é facilmente alcançado numa média de 3 horas diárias.

O estojo agora tem 270 mAh, o que ainda é pouco, mas é melhor que os 252 mAh do primeiro modelo. Inclusive, o tempo de carregamento foi otimizado para cerca de uma hora.

Aplicativo, conectividade

Galaxy BudsPlusGalaxy Buds Plus (Imagem: Derek Keller / TecMundo)

Quando eu testei a primeira versão dos Buds não existia um aplicativo para iOS. Agora, a Samsung traz um app com o mesmo nome dos fones para tentar puxar usuários do iPhone, já que a experiência anterior era muito limitada.

No Android, o aplicativo continua sendo o Galaxy Wearable. Ele tem interface simplificada e opções claras sobre o que você pode fazer, dicas de uso e afins.

Os fones são facilmente pareados (mesmo em computadores) e o app faz praticamente todo o processo. Eles ainda não podem ser pareados com dois dispositivos ao mesmo tempo e não voltam a reproduzir músicas automaticamente quando reconectados.

Eles têm Bluetooth 5.0 e numa distância de 10 metros não perdem a conexão. Mas, mesmo em ambientes externos, sentimos falhas constantes por causa do distanciamento.

Vale a pena?

Os Buds+ não são os melhores fones de ouvido True Wireless, mas esta nova versão certamente agrada a maioria das pessoas. E, agora, a Samsung também tenta atrair usuários da Apple. Este novo app foi providencial, como as melhorias no som, microfones e bateria.

A falta de isolamento ativo de ruído pode fazer falta, o que pode ter ficado de fora para não elevar o custo dos fones. Eles custam R$ 999, contra R$ 2.249 dos AirPods Pro e R$ 1.299 dos WF-1000XM3, da Sony.

Quem busca por fones discretos e que atendam bem as demandas do dia a dia, os Buds+ cumprem um belo papel. O preço ainda é relativamente alto, mas sentimos que, agora, eles são uma escolha mais confortável e completa.

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