Twitter expõe vídeo retuitado por Trump como “mídia manipulada”

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Pela primeira vez, o Twitter usou uma sinalização de “mídia manipulada” em uma publicação proveniente de um assessor da Casa Branca. Dan Scavino, assessor de mídias sociais do governo Trump, publicou um vídeo em que o ex-vice-presidente e pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, aparece “apoiando” a reeleição de Donald Trump com a frase: “Com licença. Só podemos reeleger Donald Trump”.

O vídeo, obviamente, foi cortado. Na ocasião, Biden se referia ao processo das prévias das eleições americanas. A frase completa contém o seguinte trecho: “Com licença. Só podemos reeleger Donald Trump se de fato quisermos nos engajar em um pelotão de fuzilamento circular aqui. É preciso ser uma campanha positiva, então junte-se a nós”.

Fonte: The Verge/Twitter/Reprodução

No domingo (08), o próprio presidente americano retuitou o vídeo classificado como “mídia manipulada”, incluindo a legenda “Eu concordo com Joe”. No momento, o vídeo já chegou a quase 180 mil curtidas e mais de 40 retuítes.

Inércia do Facebook é citada como “crise nacional”

O conteúdo, originalmente publicado no Twitter, foi compartilhado no Facebook, e já alcançou mais de um milhão de visualizações. A rede social, no entanto, não criou nenhum tipo de alerta para seus usuários, o quais poderiam entender que o conteúdo é verídico.

A indiferença do Facebook para com o conteúdo de desinformação, que segue sendo compartilhado sem nenhum tipo de censura, despertou a ira do gerente da campanha de Biden, Greg Shultz, que imitiu a seguinte nota:

“Vivemos em uma era de desinformação cada vez mais desenfreada, e há apenas duas maneiras de lidar com essa força tóxica que está corroendo nossa democracia: de maneira responsável e de maneira que sirva o público, ou de forma irresponsável e de maneira totalmente egoísta. A má conduta do Facebook no que se refere ao tráfego de desinformação flagrantemente falsa é uma crise nacional a esse respeito. Também é um ato inescrupuloso de colocar o lucro acima não apenas do nosso país, mas de todos os países.”

Catherine Hill, porta-voz do Twitter, disse que a publicação foi acionada com base na Política de Mídia Sintética e Manipulada do site. Em sua defesa, Dan Scavino apenas declarou que o vídeo não foi modificado.

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