Memória pode ler e armazenar dados com sinais elétricos ou luz

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Cientistas da Technische Universität Dresden e do Weierstraß Institute Berlin, ambas instituições situadas na Alemanha, desenvolveram um novo dispositivo de memória capaz de ler e armazenar informações tanto de forma óptica como elétrica.

Batizada de PinMOS, a tecnologia está baseada na combinação de um díodo orgânico emissor de luz – OLED – e um capacitor e pode, potencialmente, ser empregada no futuro em projetos de computação neuromórfica, ou seja, aquela que simula o funcionamento do cérebro humano, e em sistemas de memória visual.

Reciclando ideias

Na realidade, os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento do dispositivo se inspiraram em um estudo do início da década de 50, de Arthur W. Holt, que foi quem primeiro apresentou o conceito de um componente de memória composto por um díodo e um capacitor.

(Fonte: Technische Universität Dresden / Reprodução)

Pois, graças aos avanços tecnológicos e ao uso de semicondutores orgânicos  – que permitem que as funções de uma conexão entre díodos e capacitores sejam integradas em uma única célula de memória –, os cientistas alemães revisitaram o trabalho (de quase 70 anos!) de Holt e converteram o que era um conceito em realidade.

O time fez os ajustes necessários e atualizou o modelo de Holt, criando um dispositivo que combina características orgânicas – do OLED – e inorgânicas (do capacitor, que consiste em um semicondutor de óxido metálico) que pode ser escrito, lido e apagado com o emprego de sinais elétricos ou de luz.

(Fonte: Wiley Online Library / Reprodução)

Além disso, durante os testes, a PinMOS mostrou excelente durabilidade – os pesquisadores submeteram o componente a mais de 100 ciclos de “gravar-ler-apagar-ler” sem identificar problemas – e ainda oferece a possibilidade de que as informações possam ser armazenadas em múltiplos estados. Aliás, nesse sentido, os pesquisadores demonstraram que o dispositivo tem capacidade de armazenar e manter diferentes estados de memória por longos períodos de tempo, podendo alcançar até 24 horas.

Segundo explicaram os pesquisadores, faz várias décadas que cientistas de diversas áreas se dedicam ao desenvolvimento de dispositivos de memória orgânica, uma vez que esses dispositivos podem, entre outras coisas, propiciar grandes avanços à internet das coisas, por exemplo.

O próximo passo consistirá em investigar os mecanismos envolvidos no funcionamento da pinMOS em diferentes operações para que, assim, seja possível identificar formas de otimizar o dispositivo. Mas, conforme disseram os pesquisadores, tal como foi projetado, o componente inclusive já poderia ser facilmente produzido e comercializado.

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