O sistema de inteligência artificial chamado Google Duplex impressionou — e assustou — muita gente quando foi mostrado com mais detalhes para o público durante o Google I/O. Essa tecnologia é capaz de fazer ligações telefônicas de maneira autônoma para reservar uma mesa em um restaurante ou agendar outros compromissos que exigem uma chamada.

A apresentação desse sistema pelo Google impressionou, mas também deixou desconfianças. visto que tudo o que foi mostrado no palco do evento da Google foi pré-gravado. Com o lançamento do Duplex em áreas restritas, o serviço começou a realizar reservas em restaurantes para seus usuários e o jornal The New York Times descobriu que nem sempre quem age é uma inteligência artificial, mas sim um funcionário de carne e osso do Google.

O problema com o uso de humanos no Duplex é que além de levantar uma desconfiança com o Google sobre se essa tecnologia realmente funciona sem a interferência de pessoas

Segundo a empresa confirmou para a publicação, cerca de 25% das chamadas realizadas por meio do Google Duplex são feitas por humanos reais e cerca de 15% das ligações feitas pela inteligência artificial precisam ser assumidas por uma pessoa para que tudo funcione corretamente.

Quem está falando?

De acordo com os testes feitos pelo jornal, quando é a inteligência artificial que liga para os restaurantes, as coisas funcionam consideravelmente bem e ela é capaz de compreender questionamentos mais complexos e detalhados.

O problema com o uso de humanos no Duplex é que além de levantar uma desconfiança com o Google sobre se essa tecnologia realmente funciona sem a interferência de pessoas, ainda temos o problema de privacidade, afinal, muita gente não quer um outro humano sabendo sobre suas reservas em restaurantes (a gente sabe que o Google vai ter acesso a essa informações de qualquer jeito, mas quando o serviço não é feito pela IA, ela acaba “perdendo a mágica”).

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