Os Estados Unidos e a China travam uma guerra comercial e tecnológica e se a situação se agravar as importações do iPhone, que conta com muitos fornecedores chineses, podem ser afetadas em até 25%. Some isso à baixa venda da mais recente safra de telefones da Apple com a ascensão da concorrência e você chegará à mesma conclusão que a direção da Gigante de Cupertino: é preciso um plano de contingência.

Atualmente, a Apple monta apenas iPhones mais modestos na Índia, e, caso proposta seja aprovada, ela pode passar a fabricar smartphones premium no país

E isso vem se desenhando com uma proposta de 174 páginas, enviada por membros da Indian Cellular Electronics Association (ICEA), formada por grandes nomes da indústria e as empresas locais da Índia, incluindo a Maçã. O grupo pede ao governo créditos de exportação para aparelhos e cortes tarifários nas importações de maquinário, como parte das medidas que, segundo eles, transformarão a terceira maior economia da Ásia em um centro global de fabricação de smartphones.

A maior montadora de iPhones na China,  é a Foxconn. A Apple produz telefones mais modestos — o iPhone 6s e o iPhone SE — na Índia com a parceria da Winstron e caso essa papelada evolução para baixa nos impostos, é possível que a Foxconn também atue em solo indiano. Com isso, a Maçã teria uma posição estratégica em um mercado emergente e poderia distribuir seus smartphones premium globalmente em uma posição competitiva com a China.

AppleMontagem dos futuros iPhones pode mudar de praça muito em breve. Fonte: iDownload Blog

Tal arranjo seria mutuamente benéfico para a Índia e a Apple. A Associação Indiana de Celulares e Eletrônicos (ICEA), da qual a Apple também faz parte, apresentou uma proposta que pede ao governo que forneça ajuda na forma de incentivos fiscais para impulsionar a economia saturadora. A proposta chegou em um momento crucial, enquanto o governo indiano se prepara para anunciar seu orçamento anual na próxima semana.

O que muda se o governo indiano aceitar?

Se ICEA conseguir o que pede, os créditos de exportação para telefones subiriam de 4% para 8% e um novo crédito de 5% se aplicaria a serviços, incluindo aplicativos. Outras demandas incluem uma reconsideração de taxas como uma tarifa de importação dos painéis sensíveis ao toque.

A Samsung, em particular, escreveu diretamente ao governo, argumentando que não pode fabricar dois telefones de última geração na Índia por causa dos valores recolhidos. Uma fonte disse à Reuters que a empresa está trabalhando em uma fábrica de telas capacitivas que pode ser aberta até o final de março de 2020 no país.

O momento é bom para a ICEA pressionar o governo indiano, que atualmente prepara o anúncio de seu orçamento anual para a próxima semana. Ou seja, deveremos ter mais notícias sobre isso muito em breve.

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