O segundo maior aeroporto do Reino Unido, conhecido como Gatwick, ficou fechado a maior parte do dia entre quinta-feira e hoje (21). O aeroporto fechou para pousos e decolagens 3 vezes por conta de drones avistados nas proximidades das pistas para aviões.

Mais de 760 voos foram cancelados, atrasados ou desviados para outros aeroportos da região de Londres, afetando mais de 110 mil pessoas. Alguns aviões tiveram que pousar e Paris e Amsterdã.

De acordo com autoridades locais, os drones foram avistados mais de 50 vezes em Gatwick, indicando que haviam muitos drones ou alguns poucos com muitas baterias. Isso quer dizer que a ação foi previamente planejada. A polícia descartou a possibilidade de terrorismo.

Na quinta-feira, o aeroporto fechou às 19h devido aos primeiros reportes de drones voando em zonas de tráfego aéreo. Gatwick só reabriu às 3h da madrugada de hoje, mas voltou a fechar 45 minutos depois. Os pousos e decolagens só tornaram a acontecer às 6h14 e para apenas “um número limitado de aeronaves”.

As autoridades não conseguiram encontrar os responsáveis pelos drones

As autoridades não conseguiram encontrar os responsáveis pelos drones e decidiram não derrubar os aparelhos com tiros por conta do risco de balas perdidas em uma região cheia de passageiros e aeronaves estacionadas. O aeroporto não contava com nenhuma proteção antidrones.

Mesmo assim, é proibido por lei no Reino Unido pilar drones em um raio de 1 km distante dos limites de qualquer aeroporto. Infratores podem enfrentar até 5 anos de prisão. Contudo, não parece haver qualquer pista sobre quem pilotou tantos drones dentro das dependências de Gatwick.

No Brasil, a lei proíbe o voo de drones em um raio de 2 km dos limites de qualquer aeroporto e de 600 m de helipontos. Somente entre 2017 e 2018, quatro aeroportos brasileiros já ficaram até duas horas fechados por conta da presença de drones em áreas de tráfego aéreo.