No último sábado, 1º de dezembro, as redes de TVs do Japão começaram a transmitir seu sinal via satélite nas resoluções 4K e 8K, às 10 horas da manhã (horário oficial do local).

Mesmo para o mercado japonês, TVs em 8K ainda são uma novidade e, apesar de o sinal estar sendo disponibilizado nessa resolução, a quantidade de conteúdo produzido é extremamente limitada. O NHK é a única emissora que começou transmitindo imagens em 8K com som de 22.2 canais. Quem quiser testar essas novas tecnologias terá que assistir “2001: Uma Odisseia no Espaço” mais uma vez, já que é o único filme listado no guia do canal japonês que suporta esses novos padrões.

Os (poucos) consumidores que já tiverem telas em 8K, se quiserem começar a receber o sinal atualizado, ainda terão que adquirir uma antena e um receptor apropriados. Foi apenas em novembro que a Sharp pôs no mercado japonês TVs que já vêm preparadas de fábrica para captar a transmissão em 8K, por aproximadamente US$ 6,6 mil. E, como a conexão HDMI 2.1 ainda não foi implementada nesses aparelhos para receber o sinal, será necessário usar quatro cabos HDMI.

Com a preparação para os jogos olímpicos de 2020, em Tóquio, o Japão vai tentar agilizar essa padronização de transmissão e telas em 8K. Fora de lá, nem o 4K se tornou realidade. A maior parte dos consumidores ainda utiliza televisores Full HD. E, até mesmo isolando somente as TVs em 4K, ainda temos as diferentes tecnologias de telas (LED, OLED, QLED, pontos quânticos, etc.) e funções extras, como o HDR.

No entanto, a partir desse novo “incentivo” vindo desse país, é possível que a CES 2019 receba um boom de lançamentos de telas 8K, o que pode promover a criação de conteúdo nessa resolução. Até lá, quem já possui a tecnologia anterior poderá avaliar se vale a pena ou não o upgrade.