Positivo se tornou a representante oficial da Anker no Brasil em maio deste ano e, desde então, a brasileira tem operado a loja virtual da fabricante de acessórios para smartphones e tablets por aqui. A Anker é uma das mais conhecidas marcas de powerbanks, cabos para celular e vários outros itens do tipo em vários mercados como EUA, Japão e Alemanha, e a gente resolveu fazer alguns testes com o carregador portátil PowerCore 10.000, o modelo intermediário da marca para nosso país.

Suficiente para recarregar a bateria de um smartphone top de linha até três vezes

Como o nome já indica, sua capacidade de carga é de 10.000 mAh, e isso é suficiente para recarregar a bateria de um smartphone top de linha até três vezes. Esses aparelhos normalmente têm baterias que variam entre 3.000 mAh e 3.500 mAh.

Mas o problema de grande parte dos powerbanks no mercado é que a velocidade de carregamento nem sempre ajuda. Para contornar essa dificuldade, o PowerCore 10.000 tem uma tecnologia proprietária chamada PowerIQ, que consegue transferir energia da bateria portátil para o smartphone ou tablet com até 2,4A de corrente.

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Considerando que os carregadores de tomada Turbo Power da Motorola, por exemplo, entregavam somente 1,6A na geração passada, esse powerbank da Anker realmente tem boas especificações. Grosso modo, quanto maior a corrente em amperes (A), maior a velocidade de carregamento de um celular com baterias de íons de lítio. Os carregadores atuais da Motorola, compatíveis com o padrão Quick Charge 3.0, chegam a no máximo 3A de corrente quando funcionam a 5V. Os da OnePlus, por sua vez, ficam em 4ª.

Eu testei o PowerCore da Anker com o meu OnePlus 5T. Esse aparelho tem o seu próprio padrão de carregamento rápido, conhecido como Dash, mas o PowerCore conseguiu entregar uma boa corrente para o dispositivo. Na maior parte do tempo, ele variava entre 0,8 A e 1,4 A de corrente.

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Com isso, depois de meia hora conectado, o PowerCore conseguiu levar a bateria do meu dispositivo de 40% para 68%. Ou seja, 28% de capacidade reposta em 30 minutos. Dessa forma, podemos estimar que, em menos de duas horas, o PowerCore consegue carregar a bateria do OnePlus 5T (3.300 mAh), o que é uma marca muito boa para um powerbank. Direto na tomada com cabo e carregador original (5V – 4A), meu aparelho consegue ser recarregado com uma corrente que varia de 2,8 A para 3,0 A. Dessa forma, ele vai de 0% a 100% em cerca de uma hora ou menos.

Eu repeti esse teste em outros smartphones para conferir os resultados. Em um Honor 9 (3.200 mAh), a bateria saiu de 53% para 63% em apenas 12 minutos, indicando que o PowerCore também conseguiria carregar esse aparelho da Huawei em duas horas. Nesse teste em específico, o PowerCore conseguiu praticamente a mesma variação de corrente do que foi possível perceber no OnePlus 5T.

Seria possível carregar o Galaxy S7 completamente em uma hora e meia

Para tirar a prova, testei o aparelho da Anker com um Samsung Galaxy S7 (3.000 mAh). Nesse dispositivo, o nosso teste de carregamento levou 30 minutos, e a bateria do smartphone saiu de 66% para 90%. Dessa maneira, tivemos um aumento de 36% em meia hora. Nesse ritmo, seria possível carregar o S7 completamente em uma hora e meia. No modelo da Samsung, a corrente variou de 0,6 A até 1,0 A.

Naturalmente, todos esses resultados dependem muito das características elétricas do smartphone, e a qualidade do cabo que você usa também influencia nessa taxa de carregamento. Mas em qualquer cenário, o PowerCore 10.000 da Anker se sai muito bem. Ele realmente consegue carregar smartphones muito rapidamente, e a sua capacidade de 10.000 mAh é mais do que o suficiente para recarregar um celular duas ou três vezes.

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Design

Outra qualidade dessa bateria portátil da Anker é o seu tamanho. Ela é bem compacta e muito leve. Se você colocar na mochila ou na bolsa, certamente não vai perceber qualquer diferença no peso. Isso é especialmente importante para quem já carrega muitos eletrônicos ou qualquer outro tipo de objeto pesado.

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A natureza compacta desse dispositivo, contudo, é o que mais impressiona. O modelo da Anker é consideravelmente mais compacto do que modelos correspondentes feitos pela Xiaomi ou pela Easy Acc.

Meu único problema com o design desse aparelho é que a Anker só conseguiu colocar uma saída USB em sua carcaça. Dessa forma, ele só consegue carregar um smartphone ou tablet por vez. Outros dispositivos com essa capacidade normalmente possuem pelo menos duas USB-A normais ou uma combinação de USB-A e USB-C.

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Vale a pena?

Na loja oficial da Anker, o PowerCore 10.000 custa R$ 209 à vista, mas é possível parcelar em algumas vezes. O preço não é muito diferente do que um de seus principais concorrentes, o Powerbank Xiaomi 10000mah PRO, custa. O modelo da chinesa sai na Amazon brasileira por R$ 180.

Há outras opções que custam uma fração do preço desses dois powerbanks, mas eu não recomendo de forma alguma que você compre aparelhos de 10.000 mAh por R$ 50 ou mesmo R$ 100 aqui no mercado brasileiro. A qualidade desses dispositivos normalmente é muito baixa, e o risco de curto ou mesmo de combustão espontânea é alto. E como powerbanks são coisas que ficam normalmente na sua bolsa ou mochila, não é bom arriscar.

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Dessa forma, eu acredito que vale a pena comprar um powerbank de mais qualidade, seja da Xiaomi, da Anker ou da Dell para ter mais segurança. Mas entre todas as principais opções no mercado hoje, eu acredito que o Anker PowerCore seja a melhor escolha na faixa dos 10.000 mAh. Mesmo com apenas uma saída USB, o seu formato compacto e a sua velocidade de carregamento fazem o preço mais alto valer a pena.

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Todas as medições foram feitas com o Ampere.