A evolução dos membros protéticos foi considerável nas últimas décadas, entretanto, eles ainda precisam evoluir muito para realmente replicar um membro humano, na maior parte, por conta de questões que imitam os muitos movimentos sutis e sensações naturais de um membro real. Porém, uma nova tecnologia de prótese do tornozelo está superando esses desafios.

Diferentemente dos tornozelos protéticos tradicionais, que trabalham para absorver o choque por meio de molas e estofamento, a nova tecnologia é capaz de se adaptar a diferentes superfícies do solo, de acordo com a maneira do usuário caminhar. Além disso, o protótipo se move sozinho - imitando um tornozelo real -, controlando a inclinação do pé, erguendo o dedão do chão para administrar superfícies instáveis ou irregulares.

A prótese funciona de forma eficiente graças a um  pequeno motor, atuador, sensores e chip que trabalham em conjunto. Essas pequenas peças, localizadas na parte interna do equipamento, são controladas por meio do chip, que é capaz de detectar o movimento e regular cada passo, se adaptando à superfície em que o pé está em contato ou permanece parado, dependendo do que o usuário precisa.

Como explica o professor de engenharia mecânica da Universidade de Vanderbilt, Michael Goldfarb, “em primeiro lugar, o dispositivo se adapta ao que o rodeia. Você pode subir as encostas, descer ladeiras, subir e descer escadas, e o dispositivo descobre o que você está fazendo e funciona como deveria", informou em um comunicado à imprensa.

O tornozelo protético foi testado por um usuário acostumado com próteses, Mike Sasser, que elogiou o dispositivo. "Eu tentei tornozelos hidráulicos que não tinham nenhum tipo de microprocessador e eles eram desajeitados, pesados – e implacáveis – para uma pessoa ativa. Esse não é assim", disse ele.

Apesar do dispositivo ainda estar em estágio inicial e funcionar por meio de uma energia cabeada, a equipe de pesquisadores planeja resolver isso para que a comercialização da prótese seja possível nos próximos dois anos.