De acordo com informações da publicação chinesa Anzhuo, a Huawei estaria trabalhando em um novo chipset mobile superpoderoso para chegar ao mercado nos próximos anos. O componente se chamaria Kirin 1020 e, aparentemente, teria a capacidade de atingir duas vezes mais poder computacional do que o encontrado nos atuais Kirin 970, que equipam smartphones top de linha da marca hoje, como o P20 Pro.

Infelizmente, não se sabe exatamente a escala de construção do dispositivo, mas considerando que é um chip para os próximos anos, podemos apostar em 7 nm ou menos ainda. Caso realmente se concretize, esse Kirin 1020 poderia finalmente colocar a Huawei em pé de igualdade com a Qualcomm no desempenho de chips mobile, considerando que a concorrente vem ano após ano trazendo uma solução mais poderosa. Atualmente, o Snapdragon 845 é consideravelmente mais poderoso que o melhor modelo da chinesa, o Kirin 970.

Notebooks com Windows 10

O Kirin 1020 também poderia abrir um novo horizonte para a divisão de semicondutores da Huawei, a HiSilicon. Esse chipset poderia estar sendo construído justamente para concorrer com o suposto Snapdragon 1000 da Qualcomm, o primeiro chip mobile da empresa norte-americana capaz de concorrer de igual para igual com chips comerciais x86/x64 da Intel.

Rumores anteriores chegaram a comentar que o Snapdragon 1000 seria fabricado com foco em ultrabooks com Windows 10. Para conseguir o desempenho extra, o chip da Qualcomm teria um TDP de 12 watts, muito próximo do que os chips Intel Core i da série U já possuem. Contudo, chips baseados na arquitetura ARM, como os Snapdragon, costumam atingir desempenhos consideravelmente superiores mesmo com TDPs menores do que os modelos da Intel.

A ARM por sua vez, revelou recentemente a sua nova microarquitetura para núcleos mobile. A empresa as chama de Cortex-A76. Esses novos núcleos, mesmo sem personalização, poderiam atingir frequências de até 3,3 GHz. Dessa maneira, caso Qualcomm e Huawei estejam planejando seus novos chips em cima dessa arquitetura da ARM, talvez a Intel esteja realmente ameaçada em seu domínio sob o mercado de computadores pessoais.