Quando o defensor australiano Aziz Behich dividiu a bola com o meia francês Paul Pogba aos 35 minutos do segundo tempo da partida entre França e Austrália pela Copa do Mundo, a bola bateu no travessão, tocou chão e voltou para as mãos do goleiro. O árbitro uruguaio Andres Cunha, porém, não hesitou em apontar para o centro do gramado e validar o gol que garantiu a vitória francesa na abertura do grupo C.

Tudo isso aconteceu graças à tecnologia utilizada pela Fifa no apoio aos árbitros durante o mundial. Além do árbitro de vídeo, o famigerado VAR, os juízes que apitam os jogos da Copa da Rússia contam também com um relógio inteligente que vibra toda vez que a bola passa totalmente a linha do gol.

O modelo adotado este ano é o Big Bang Referee 2018 FIFA World Cup Rússia, desenvolvido pela Hublot especialmente para a 21ª edição da Copa do Mundo. O aparelho usado pelos árbitros é personalizado e pode se comunicar tanto com o VAR e quanto com a tecnologia Goal-Line, que ajuda os juízes a tomar decisões corretas em lances como o do segundo gol francês no último sábado (16).

Também para os torcedores

Quem não deu a sorte de ser um árbitro na Copa do Mundo da Rússia também pode adquirir uma unidade do Big Bang Referee. O modelo é vendido ao grande público e conta com alguns recursos inteligentes, como notificações avisando sobre o início de cada partida, informações sobre os jogos, personalização com bandeiras dos países que disputam o mundial e uma série de outros recursos oferecidos pelo Wear OS, o sistema da Google para relógios e outros dispositivos vestíveis.

Para ter uma relíquia dessas, porém, será preciso desembolsar uma quantia mais do que razoável: cada unidade do Big Bang Referee é vendida por US$ 5,2 mil, valor que supera os R$ 19 mil segundo a cotação de hoje.