Se você prestou atenção nas aulas na escola, deve saber que a astronomia é uma ciência que trabalha com diversos cálculos longos e complicados. Uma boa calculadora deve ajudar bastante os especialistas do ramo, né? Só que é preciso mais, e foi por isso que um supercomputador para operações matemáticas foi criado pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão.

Ele entrou em ação no dia 1º de junho e é, na verdade, uma máquina que ocupa o espaço de uma sala. O seu nome oficial é Cray XC50, mas os pesquisadores deram a ele o apelido "ATERUI II". Parece estranho? Bom, esse é o nome de um herói da área de Mizusawa, a cidade onde o equipamento está. A alcunha é uma forma de incentivar os cientistas a utilizarem o sistema para enfrentar os enigmas do Universo.

A ferramenta irá trabalhar com mais de 40 mil núcleos para ter a melhor performance possível e será utilizada por 150 pesquisadores. Todo esse desempenho será utilizado para tarefas que não podem ser feitas com máquinas comuns, como calcular forças gravitacionais mútuas no meio dos 200 milhões de estrelas em nossa galáxia, além de gerar escalas em alta resolução para criar modelos que mostrem a formação de astros na Via Láctea e até mesmo o nascimento do Universo.

A computação astronômica é uma disciplina que ainda está em desenvolvimento quando comparada à astronomia observacional, por exemplo. Com o avanço das tecnologias, os especialistas conseguiram recriar objetos celestiais, fenômenos e o cosmos inteiro de modo virtual. Deu para ter uma noção da importância que o ATERUI II terá para o trabalho dos cientistas, né?

Segundo o professor Eiichiro Kokubo, diretor do projeto, a computação astronômica está ganhando popularidade em diversos campos. Assim, o objetivo é que o ATERUI II explore o Universo por meio de simulações ainda mais realistas.