Os eventos em torno do European Inventor Award começaram ontem (5) com uma coletiva de imprensa com o presidente do Escritório Europeu de Patentes, ou European Patent Office (EPO) Benoît Battistelli. Ele apresentou não apenas as diretrizes da premiação em si, mas falou também um pouco sobre o estado do EPO e como o sistema de patentes vem sendo aprimorado não apenas no Velho Continente, mas no mundo todo.

Para Battistelli, essa é uma premiação dedicada aos inventores como heróis modernos, capazes de transformar uma ideia em invenção e uma invenção em realidade. São eles os criadores de soluções para grandes problemas em uma série de áreas, como meio ambiente, saúde. Mas ainda mais importante: eles criam impacto positivo na economia e na sociedade, desenvolvendo o mercado e criando empregos.

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Fechando com chave de ouro

O presidente do EPO está concluindo no próximo mês seu mandato – iniciado em 2010 – à frente da instituição e seus resultados foram positivos: foi possível modernizar o escritório de patentes e aumentar a qualidade de atendimento aos usuários, ampliando o número de funcionários, de atendimentos, capacidade e produtividade.

Battistelli afirmou que os registros realizados em seu mandato passaram por processos mais rígidos

A qualidade das patentes em si também teve um salto: Battistelli afirmou que os registros realizados em seu mandato passaram por processos mais rígidos que buscaram elementos como potencial econômico e utilidade prática. Durante esse período, o EPO foi agraciado em 2014 com o certificado ISO 9001 – norma que padroniza serviços, processos ou produtos – e novamente em 2017.

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Influência é tudo

Uma das principais preocupações do EPO e a indicação do caminho que a instituição vai caminhar nos próximos anos é a unificação geral de patentes

Segundo a publicação IEM Magazine, uma das mais tradicionais em marketing industrial, o EPO é primeiro lugar em qualidade de serviço há seis anos e a influência do órgão cresce cada vez mais – não apenas na Europa, mas também em países associados, como Marrocos, Tunísia e Camboja, e em outros locais que indiretamente se beneficiam dos serviços da instituição, como os latino-americanos México, Argentina e, claro, Brasil.

Uma das principais preocupações do EPO e a indicação do caminho que a instituição vai caminhar nos próximos anos é a unificação geral de patentes para evitar o roubo de propriedade intelectual em áreas fora da influência dos órgãos reguladores de patentes. Isso não beneficia apenas grandes corporações, mas principalmente startups e pequenas e médias empresas. 

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Tecnologia verde na moda

Conversamos com o Presidente do EPO e questionamos se o escritório tem algum plano de favorecimento a projetos que envolvam “tecnologias verdes”, ou seja, sistemas ou produtos que servem para evitar o abuso da exploração de recursos naturais, seja como órgão regulador de patentes ou mesmo como organizador da premiação.

Com esses resultados, Battistelli pode descansar tranquilo do cargo de presidente do EPO e voltar a dedicar-se 100% à sua função como vereador

Battistelli afirmou que são inúmeras as patentes dessa natureza e que faz todo sentido: ou seja, se a ideia é resolver problemas e ter utilidade, qual preocupação poderia ser maior do que manter o meio ambiente em boas condições para o bem-estar da sociedade? Os dados do EPO mostram que as patentes verdes ficam em terceiro lugar na lista de registros feitos pelo escritório, cujo primeiro lugar é ocupado por tecnologias da área da medicina.

Com esses resultados, Battistelli pode descansar tranquilo do cargo de presidente do EPO e voltar a dedicar-se 100% à sua função como vereador da pequena cidade de Saint-Germain-em-Laye, no subúrbio de Paris, sabendo que o EPO vai ajudar a criar um sistema unificado de patentes que realmente proteja os inventores – que para ele são os heróis modernos da tecnologia.

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