A pesquisadora Amanda D. Hanford, da Universidade do Estado da Pensilvânia, deu os primeiros passos para fazer capas acústicas capazes de camuflar objetos. Segundo relatório escrito pelos pesquisadores, Hanford e sua equipe começaram a projetar um metamaterial que pode permitir que as ondas sonoras se curvem ao redor do objeto como se ele não estivesse lá. Os metamateriais comumente exibem propriedades extraordinárias não encontradas na natureza, como a densidade negativa. Para funcionar, a célula unitária - o menor componente do metamaterial - deve ser menor que o comprimento de onda acústico do estudo.

"Esses materiais parecem um conceito totalmente abstrato, mas a matemática está nos mostrando que essas propriedades são possíveis. Então, estamos trabalhando para abrir as comportas para ver o que podemos criar”, disse a pesquisadora.

Os testes realizados mostraram que as ondas sonoras não refletiam ou contornavam o material, isso significa que os objetos ficariam invisíveis ao sonar. Até hoje, a maioria dos metamateriais acústicos havia sido projetada para desviar as ondas sonoras no ar. Hanford decidiu levar este trabalho um passo adiante e aceitar o desafio científico de tentar o mesmo feito debaixo d'água. 

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Estes resultados mostram potencial para contribuir para aplicações do mundo real, como materiais acústicos para amortecer o som e parecer invisível debaixo d'água. Todavia, essa tecnologia ainda está em seus estágios iniciais e o material não torna os objetos invisíveis, mas apenas muito difíceis de detectar em situações subaquáticas.

Pode ser que num futuro próximo os capitães de navios gritem à tripulação: “ativar o dispositivo de camuflagem”, como quem brinca de esconde-esconde com gofinhos de caráter duvidoso.

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