Esta semana marca os 20 anos de um produto que mudou para sempre a história da Apple e do setor de tecnologia. Desde quando ressurgiu como iMac, o computador pessoal da Maçã ficou conhecido por trazer a reinvenção da estratégia de negócios na companhia, assim como inovação em software e hardware. Mas, a máquina ficou conhecida mesmo por alterar a maneira como as pessoas passaram a ver os eletrônicos, tudo por conta do design.

Exploração de diferentes gamas de cores e materiais, diversidade de formas, miniaturização de componentes e subtração de elementos que nem era assim tão importantes, entre outras coisas, estão na lista dessa trajetória. O pessoal do 9to5Mac fez um bom resgate e separamos aqui alguns destaques dessa história.

Inspiração retrofuturista ajudou a trazer mais cores

Quando surgiram os primeiros computadores da Apple, a época era a da popularização dos computadores pessoais, do final dos anos 70 até meados de 80. As máquinas eram aqueles trambolhos, com grandes gabinetes e monitores e a linguagem não era muito acessível para quem nunca tinha lido algum livro de informática. O visual, que em sua maioria era bege, dominou as prateleiras de eletrônicos até o final dos ano 90, quando os produtos da Maçã passaram por uma grande reformulação e voltaram atraentes para os olhos. E uma das razões para isso foram as cores.

O vice-presidente de Desenho Industrial da Apple, Jony Ive, na época fez a segunda pergunta: “que tipo de computador os Jetsons teriam?”. Para quem não se lembra, os Jetson faziam um contraste com os Flintstones, mostrando como seria uma família do futuro. Ive buscou inspiração no retrofuturismo cartunesco combinado com as vibrantes tonalidades das máquinas de escrever Olivetti, dos anos 60.

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O resultado foi o chamado “bondi blue”, que é um azul esverdeado, baseado nas águas australianas da Praia de Bondi. Em seguida, vieram várias outras inspirações: mirtilo, uva, tangerina, limão e morango. Essas alternativas humanizaram a linha da Maçã e marcaram a indústria, que passou a tratar os produtos com menos frieza.

A era do minimalismo veio para ficar

Com a ideia de “menos é mais”, a Apple deu um grande passo em termos de design ao conseguir diminuir e otimizar consideravelmente seus componentes, incluindo o gabinete, os alto-falantes, os drives externos e o sistema de ventilação. Em 2002, a busca pelas cores parou porque o departamento de design preferiu dar destaque para a forma e os materiais. Assim nascia uma versão com tela plana em LCD, capaz de se inclinar, e todo o processamento ficou em uma base pequena, uma semi esfera.

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O conceito continuo sendo a linha mestra para companhia, que passou a investir em um desenho elegante para todo seu ecossistema, incluindo docks para iPods, caixas de som dedicadas e o sistema de carregamento de mídia que ficou famoso por não ter que ejetar a parte interna para acomodar os CDs e DVDs. Aliás, a própria jogada de marketing que dizia “dos mesmos criadores do iPod” foi importante para seduzir uma nova geração de clientes para os produtos da companhia.

O iMac G5 simplificou os trambolhos

Em 2005, os produtos da Apple já tinham o status de sofisticados, visando cada vez mais uma clientela premium. O iMac G5 veio para solidificar essa ideia: o processador foi reposicionado, assim como os speakers internos, e uma câmera foi anexada logo acima do gabinete, que se tornou basicamente uma caixa bem final, com os cantos arredondados. Não foi o fim dos trambolhos, mas eles realmente foram diminuindo — inclusive no número de cabos e componentes.

Depois disso, a companhia trocou de vez o plástico pelo vidro e o alumínio, que conferiram um look ainda mais despojado — e também ajudou a criar uma visão amigável ao meio ambiente, já que são materiais mais fáceis de serem reciclados. Essa elegância toda atraiu cada vez mais profissionais de imagem e som, o que levou a Maçã a trazer mais opções premium para quem passa horas na frente do computador.

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Em 2009, ela lançou o iMacs com telas widescreen, de 21,5 polegadas e 27 polegadas. A essa altura, as máquinas já rodavam com chipsets Intel mais poderosos e as máquinas passaram a vir com o Magic Mouse sem fio como padrão, assim como o teclado wireless. em 2012, as telas ficaram ainda mais finas e com 75% menos reflexos. O material interno encolheu cerca de 40%, boa parte por conta do Fusion Drive, que diminuiu o tamanho do disco rígido e acrescentou uma memória sólida para melhorar a performance.

iMac Pro, para especialistas

Bem, como a Apple notou que seu público profissional era grande, ela passou a se dedicar para trazer uma máquina que realmente trouxesse não somente a sensação e o visual, mas ferramentas que realmente faziam uma grande diferença quando comparadas com as outras opções do mercado. Em 2014 os produtos já possuíam a mesma tecnologia de displays dos iPhones, as Retina. Tudo foi repensado para ser visto maior e em alta resolução, com telas de 27 polegadas e mais de 14,7 milhões de pixels.

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De 2015 a 2017 passou a olhar com mais carinho para o setor do mercado de criação e reformulou sua disposição interna, com um novo sistema de ventilação — que usa dois ventiladores centrífugos, capazes de afastar o calor com eficiência e o mínimo de ruído. Além de resolução 5K, o iMac Pro foi o primeiro a oferecer um processador de 18 núcleos e o chip T2, que veio com solução para problemas críticos de sistema e trouxe benefícios, a exemplo de uma melhor encriptação de dados e uma inicialização mais segura.

Evolução sem fim

E o que esperar das novas versões do iMac e do iMac Pro? Bem, se depender da visão inicial de Jony Ive, o futuro das máquinas sempre será pautado pela evolução e pela inovação. “É preciso desenvolver uma solução até que ela pareça completamente inevitável e essencial.”

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