Os robôs podem representar o nosso fim? Muito provavelmente. Contudo, boas aplicações com máquinas inteligentes poderiam trazer benefícios significativos para a humanidade, como é o caso de um robô desenvolvido em Singapura, mais especificamente pelo Control Robotics Intelligence (CRI) da Universidade Tecnológica de Nanyang.

As máquinas foram treinadas com informações sobre peças e conectores dos móveis da conhecida marca IKEA. A pesquisa, apresentada na revista Science Robotics nesta semana, já existe há alguns anos e tem o curioso nome de Ikeabot, uma referência exatamente à marca de móveis que o robô é capaz de montar com destreza.

Parcialmente autônomas

Os próprios engenheiros envolvidos na criação do Ikeabot reconhecem, porém, que a sequência executada por eles é parcialmente autônoma. Isso porque “a sequência [de movimentos] foi codificada por meio de um considerável esforço de engenharia”, revelam os pesquisadores.

Contudo, os robôs conseguem obter informações de diversas maneiras para aprender como deve ser o produto final da montagem. “[Eles podem] prever o tipo de sequência determinada de forma automática a partir do manual de montagem, da interação de linguagem natural com um supervisor humano ou, em último caso, de uma imagem da cadeira”, comentam os profissionais.

Mesmo não sendo 100% autônomas, as máquinas alcançam um desempenho bastante satisfatório ao montar os móveis da IKEA, conhecidos por não serem exatamente fáceis de montar: a cadeira fica pronta para uso em cerca de apenas 20 minutos, como mostra o vídeo acima.

Apesar do sucesso, porém, eles também falharam em alguns momentos, como indica o vídeo abaixo:

É lógico que é difícil imaginar a presença de uma peça destas dentro de casa apenas para montar móveis, mas a tecnologia criada em torno do Ikeabot pode servir para complementar funções de outros robôs ou mesmo ter aplicações na indústria.

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