Nesta segunda-feira (2), a Zipline – startup que cria produtos que melhoram o acesso aos cuidados de saúde e salvam vidas – começou a testar seus drones de segunda geração. Já em uso, o equipamento fornece sangue para hospitais em Ruanda, porém a intenção é expandir o serviço para outros países, além de oferecer outros suprimentos médicos, como vacinas e medicamentos prescritos. "O controlador está pronto, o espaço aéreo é claro, leve vento contrário. Lançamento do Zipline 140 em 3, 2, 1...", anuncia o alto-falante; em seguida, um drone de isopor tipo avião levanta voo em um rancho na Califórnia.

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Os novos e mais rápidos modelos de drones da Zipline viajam a cerca de 120 km/h, além de oferecer uma autonomia para fazer 500 voos por dia. A carga entregue pesa cerca de 4 kg, ela se encaixa em um compartimento na “barriga” do drone, embalado à mão com um paraquedas de papel de cera.

Os drones podem ser a solução para entregar suprimentos médicos quando estradas estiverem inundadas ou as clínicas estiverem localizadas em uma ilha. Já que o sangue, em particular, tem uma vida útil curta, isso ajudaria a cortar os resíduos que podem prejudicar o fornecimento do material. Por isso, o fundador e chefe de engenharia da Zipline, Keenan Wyrobek, acredita que os drones também vão operar nos Estados Unidos. "Nós praticamente eliminamos o desperdício de sangue", afirmou Wyrobek. "Em Ruanda, apenas três entregas de 7 mil foram desperdiçadas", disse ele.

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Por enquanto, os drones são pilotados remotamente por humanos que podem mudar de rota caso haja algum problema, embora eles sigam rotas predefinidas. Apesar disso, em Ruanda nenhum dos voos realizados exigiu qualquer ação a pedido dos controladores de tráfego aéreo. “Você tem que ser uma grande empresa aeroespacial. Para voar em qualquer tempo, para fazer isso com pessoas, e para fazer isso com responsabilidade, você tem que ter uma tecnologia e operação muito confiável”, afirmou Wyrobek.

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