Alguns experimentos científicos vêm para nos ajudar a compreender melhor o mundo a nossa volta ou até nos conscientizar de fatos importantes; outros, no entanto, parecem ter vindo simplesmente para nos dar um frio na espinha.

Caso em voga: um projeto feito pela Purdue University foi criado com o objetivo de estudar a movimentação de crianças ao engatinhar pela casa e, com isso, descobrir quantas partículas de sujeira elas acumulam em si e inalam ao fazê-lo. Para isso, os pesquisadores desenvolveram um autômato com uma série de sensores e braços móveis, deslocando-o por tapetes, carpetes e superfícies de diferentes tipos.

Claro que, para completar a ideia, eles tiveram que cobrir essa encarnação robótica de Satã em um exterior de alumínio com visual semelhante ao de um bebê. O resultado, como você já deve ter percebido pela imagem no início da matéria, foi um dos autômatos mais bizarros e assustadores jamais feito, mas ainda deixamos o vídeo abaixo para provar que ele fica ainda mais aterrorizante com a adição dos bracinhos robóticos se movendo freneticamente.

Sustos e gritos de horror a parte (por mais difícil que seja deixá-los de lado dessa vez), o estudo revelou algo que pode parecer preocupante: a concentração de sujeira no ar é 20 vezes maior na altura em que bebês ficam, e bebês tendem a inalar quatro vezes a quantidade de partículas biológicas de carpetes do que um adulto faria ao andar na mesma superfície.

Antes que você resolva impedir seu filho de engatinhar novamente no carpete, porém, o pesquisador chefe do projeto Brandon Boor explica que não é tão perigoso quanto os resultados dão a entender. “Muitos estudos mostraram que a exposição via inalação a micróbios e partículas carregadoras de alérgicos nessa parte da vida tem um papel significativo tanto no desenvolvimento quanto na proteção contra asma e doenças alérgicas”, afirma ele.

Mas será que precisava mesmo criar algo tão bizarro quanto aquele robô só para concluir isso?