Daí você compra um aparelho e, mesmo funcionando perfeitamente, ele acaba sendo desativado à distância, simplesmente porque a companhia não tem mais planos para o gadget. É isso que vai acontecer com o Harmony Link, hub da Logitech que usa computação em nuvem para controlar vários dispositivos a partir do pareamento do WiFi com smartphones Android e iOS.

A empresa enviou um email para o usuários avisando que vai “brickar” o equipamento — o termo “brickar” é utilizado quando algo é sucateado a ponto de se transformar em um “tijolo” inútil — em prol da chegada do Harmony Hub, que traz diversas atualizações às funcionalidades iniciais. Ainda que a nova versão seja interessante, isso não justifica a razão de descontinuar completamente um produto em condições de uso.

Logitech Harmony LinkO Harmony Link, vendido em 2011 a US$ 100

“Em 16 de março de 2018, a Logitech interromperá o serviço e suporte para o Harmony Link. Seu Harmony Link não funcionará mais após essa data”, diz o comunicado. Perguntado pelo The Verge sobre razões específicas, o porta-voz recorreu a uma minúcia técnica de contrato que, obviamente, nenhum comprador estava a par. “Existe uma licença de certificado de tecnologia que expirará em março e ele não será renovado, à medida que estamos concentrando recursos em nosso controle remoto baseado em aplicativos, o Harmony Hub.”

Logitech dá “descontão” de 35% na troca pra quem comprou em 2011

Não bastasse a irritação causada junto aos clientes — que vêm demonstrando grande insatisfação no fórum da própria companhia e no Reddit — a Logitech propôs uma “promoção” para tentar acalmar os ânimos e realizar uma transição “suave” do Harmony Link para o Harmony Hub.

Os clientes que ainda estiverem no período de garantia de um ano recebem o novo aparelho gratuitamente, enquanto os que compraram no lançamento, lá em 2011, ganham o “mimo” de 35% de desconto sobre os US$ 100 cobrados pelo Harmony Hub. Acontece que o Harmony Link foi lançado em 2011 a US$ 100 e não é mais vendido.

Harmony Hub LogitechO Harmony Hub, vendido atualmente a US$ 100

Muitos consumidores prometem acionar a Logitech na Justiça — até porque a atividade da empresa pode configurar em violação de códigos de defesa do consumidor — e outros até mesmo querem boicotar seus gadgets. Certo é que esse episódio levanta duas questões: a primeira é sobre até que ponto as companhias podem transformar deliberadamente seus produtos em obsoletos e a segunda é como a nuvem pode ajudá-las a fazer isso remotamente.

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