Intel é uma empresa que, apesar de ser a líder disparada na produção de processadores para computadores desktop e notebooks, não conseguiu encontrar seu espaço no mercado de chipsets para smartphones e tablets. As poucas tentativas da empresa de se consolidar nessa área não foram muito proveitosas e agora, para tentar mais uma reverter essa situação, a companhia vai fazer parte de uma parceria com a ARM para criar chips de 10 nm para dispositivos móveis.

Com um chip de 10 nm capaz de armazenar cerca de 100 milhões de transistores, a Intel tem conhecimento e habilidade para entrar de uma vez nesse ramo

A aliança foi revelada na ARM Tech Com 2017 e vai incluir colaboração entre as duas empresas nos processadores de 22 nm e 10 nm. O primeiro grande anúncio em relação a esse desenvolvimento é a intenção da ARM em criar IPs especificamente para o nodo FinFET de 22nm da Intel. A empresa afirma que seu nodo de 22nm vai apresentar vazamento 100 vezes menor, aumento de desempenho em 30% e diminuição de tamanho de 20% em comparação com chips de 28 nm.

Pequenos notáveis

Para os processadores de 10 nm, a Intel e a ARM já estão unidas no projeto de um chip de teste. Ele vai contar com a tecnologia da série Cortex A da próxima geração e deve estar disponível antes do final deste ano. Este chip vai funcionar em uma frequência de 3,5 GHz, vai fornecer 0,5 V e 0,25 mW/MHz. Em comparação, o Kryo do Snapdragon 820 funciona em aproximadamente 2 W.

Com um chip de 10 nm capaz de armazenar cerca de 100 milhões de transistores – muito à frente de empresas como TSMC e Samsung –, a Intel tem conhecimento e habilidade para entrar de uma vez nesse ramo. Essa parceria com a ARM pode ser aquilo que faltava para a gigante norte-americana de tecnologia finalmente coloque os dois pés no mercado de dispositivos móveis.

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