Na última quinta-feira (24), em um evento realizado em São Paulo, a Intel finalmente oficializou a chegada da sua nova linha de processadores de alto desempenho no país. Anunciados globalmente em meados de julho, os mais novos integrantes da família Xeon desembarcam no Brasil com uma proposta ousada: oferecer alto desempenho e precisão aprimorada, simultaneamente, a qualquer tipo de aplicação no mercado corporativo.

Para atender diferentes demandas da indústria, a fabricante dividiu sua linha de chips escaláveis em quatro categorias distintas: Bronze, Silver, Gold e Platinum. A ideia aqui é que, quanto mais você sobe na escala de valor dos metais, mais poder de fogo e recursos são disponibilizados. Além disso, cada uma dessas famílias se subdivide em CPUs de diferentes calibres, tudo feito sob medida para atividades que vão do bom e velho processamento de dados a projetos intensos e extremamente exigentes de inteligência artificial.

Com a novidade, os parceiros e clientes da Intel podem colocar suas mãos em peças de até 28 núcleos, suporte a múltiplos sockets e capacidade de interagir com 6TB de memória DDR4 com frequência de 2666 MHz. Embora todos esses números já sejam surpreendentes por si só, a companhia afirma que o lançamento diz respeito a mais do que processadores: é uma plataforma bastante completa de soluções de computação para servidores e data centers. O motivo? Um apanhado interessante de complementos para os produtos da casa.

Tudo para evitar gargalos

Entre as tecnologias que podem acompanhar os novos Xeon estão a arquitetura Fabric Omni-Path – que permite ao equipamento lidar com tarefas de computação de alta performance (HPC) –, aceleradores com instruções AVX-512 ou Intel QuickAssist e o suporte a gerenciadores FPGA. De quebra, os mais novos integrantes do portfólio da marca conversam tranquilamente com as unidades de armazenamento flash da família Optane – garantindo que o hardware definitivamente não seja o gargalo nas suas operações.

Construção contínua

Roberto Mattos

Segundo Roberto Mattos, gerente de vendas da Intel para a América Latina, essas e outras características da série Xeon SP fazem com que sua configuração mais forte seja tão poderosa quanto 4,2 servidores de ponta montados há cerca de quatro ou cinco anos – um aumento de desempenho bastante considerável. “Esse é o resultado de uma década de trabalho e inovação da Intel no setor”, afirma o executivo ao falar como cada avanço da empresa nos últimos dez anos contribuiu para a criação de CPUs “adaptados para todo o tipo de workload”.

Roberto lembra ainda que a performance arrojada dos novos processadores não se baseia apenas em dezenas de cores, frequências agressivas e em outras medidas de força bruta – apesar de eles continuarem sendo importantes para toda a equação. Para ele, a mudança na microarquitetura interna do chip – que abandonou o modelo ring em nome do novíssimo mesh – teve uma grande influência no seu desempenho. “O que estamos fazendo com isso é basicamente encurtar os caminhos dentro do processador”, explica.

Progressão natural

O objetivo com tanta evolução na tecnologia para o mercado corporativo em uma só tacada? De acordo com Rachel Mushahwar, gerente-geral de vendas da marca para as Américas, a missão é atender as demandas cada vez mais exigentes da própria indústria. Durante sua apresentação no evento, a executiva da Intel deixou claro que a visão da empresa para o setor é que estamos vivendo a quarta grande Revolução Industrial, com companhias e consumidores buscando a digitalização de suas atividades.

Veremos mais mudanças nos próximos 5 anos do que nos últimos 50

“Estamos diante de um cenário altamente disruptivo, e, por conta disso, veremos mais mudanças nos próximos 5 anos do que nos últimos 50”, analisa a gerente, dizendo ainda que isso deve começar a acontecer de forma cada vez mais acelerada. Para ela, a web é um exemplo claro dessa realidade. “Se a internet fosse um filme, estaríamos nos segundos iniciais dele. Isso diz muito sobre o quão no início estados de toda essa transformação digital”, brinca.

Rachel Mushahwar

Com esse novo ambiente em ação, uma série de produtos, serviços e tecnologias começam a despontar e puxar a indústria junto de si. Wearables, conexões 5G, impressão 3D, blockchain, sistemas cognitivos, inteligência artificial e realidade mista são apenas alguns dos itens que vem norteando o mercado. Partindo do princípio que todos eles produzem, armazenam e analisam uma quantidade gigantesca de dados, fica claro o papel da Intel como ferramenta de gerenciamento desse material, não é?

Uma realidade brasileira

Durante o encontro promovido pela empresa, Barbara Toledo e Fábio de Paula – respectivamente gerente de marketing e diretor da Intel Brasil para o segmento corporativo – falaram como essa nova linha de processadores Xeon se encaixa no mercado local. Segundo eles, o mercado já vem sendo preparado há meses para a chegada dos novos CPUs e das mais recentes soluções da marca para servidores, tanto na forma de treinamentos específicos quanto em conversas diretas com os grandes parceiros da casa.

“A possibilidade de reduzir custos e aumentar ganhos com o novo equipamento é o que costuma convencer os executivos de que o upgrade de processador vale a pena”, explica Barbara ao ser questionada se a companhia tem tido alguma dificuldade em substituir o hardware recente da própria marca junto ao cliente final. “Além disso”, completa Fábio, “as demandas da indústria brasileira são as mesmas do resto do mundo. São necessidades globais que exigem performance, segurança e qualidade”.

Barbara Toledo, ao centro

O diretor comenta que, logo que que surgiram as primeiras notícias sobre os novos Xeon lá fora, uma série de empresas já estava procurando a Intel para experimentar a tecnologia o quanto antes. “Quando se fala de operações críticas e repletas de dados que precisam ser processados o mais rápido possível, como no setor financeiro, qualquer incremento porcentual vale o investimento em um novo equipamento”, comenta. “Hoje em dia, ter em mãos a última palavra em tecnologia e desempenho não é luxo, mas sim questão de sobrevivência”.

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