Usar a “nuvem” da web pode significar, na verdade, estar armazenando seus dados no fundo mar. A Microsoft tem uma série de servidores embaixo d’água, todos parte do Project Natick, e utiliza esses equipamentos para fazer serviços como o Windows Azure funcionarem. Essa empreitada foi tornada pública no início do ano passado e, depois de alguns meses de experiência, a empresa resolveu aprimorar seus equipamentos marinhos: ela pretende agora disfarçá-los de recifes de corais.

A Microsoft estaria recompensando o oceano por estar resfriando seus servidores de graça

A ideia é promover a vida marinha nas proximidades dos servidores para que eles sirvam de abrigo para pequenas criaturas e também acumulem alimento para as grandes. Para tal, a forma e o design dos servidores, que hoje são grandes tonéis, serão repensados a fim de tornar o equipamento parte da paisagem submersa.

Com isso, a Microsoft estaria recompensando o oceano por estar resfriando seus servidores de graça. Ainda assim, a companhia fala que o calor que esses equipamentos jogam nas águas é bem irrisório e não deve causar nenhum tipo de perturbação ao meio ambiente.

Essas informações foram publicadas recentemente pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, onde a Microsoft registrou uma patente sobre o assunto. Também ficou registrado que a companhia pretende desenvolver um ou dois módulos de segurança para proteger os dados dos servidores contra intrusos. Afinal, esses equipamentos ficarão posicionados no oceano sem nenhum tipo de vigilância presencial. Portanto, podem atrair pessoas mal-intencionadas até os locais.

Contudo, não sabemos quando nem como exatamente a empresa pretende colocar essa ideia em prática. Na verdade, com se trata apenas de uma patente, é bem provável que o projeto nunca saia do papel, como é o caso da maioria dos registros de propriedade intelectual de grandes corporações como a Microsoft.

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