Se você achava que essa moda dos celulares com leitores de digitais não tinha a menor chance de pegar, é melhor pensar de novo. Ao que uma pesquisa feita pela Strategy Analytics indica, essa tecnologia já está tomando o mercado e, embora não represente a maioria dos aparelhos usados no mundo, se mostra presente em 55% dos celulares vendidos globalmente em 2017 – o equivalente a “apenas” 852 milhões de unidades.

O crescimento é inegavelmente surpreendente considerando que, quando essa tecnologia chegou em 2013, ela representava apenas 3% do mercado de vendas. De lá para cá, porém, o salto foi considerável: 10% em 2014, 23% em 2015 e 44% em 2016.

Igualmente animador, aliás, é o fato de que a novidade não é mais uma raridade entre smartphones que não sejam Premium. Um exemplo desses é que até mesmo modelos como o Galaxy J5, focados em um mercado de menor poder aquisitivo, oferecem essa vantagem.

Sensores de digitais para todos os gostos

Quanto às maneiras como esses sensores de digitais são aplicados? Os dados são bastante diretos, na verdade: atualmente, o uso de sensores frontais compõem 90% dos modelos vendidos. As previsões, no entanto, são de que até o fim do ano os sensores traseiros tomem uma fatia considerável desse espaço com seus 354,6 milhões de aparelhos – o que representa 42% dos dispositivos.

Com isso, os sensores frontais cairiam pra apenas 37%, visto que os modelos com sensores integrados ao vidro da tela vão crescer para representar 19% do mercado. Os 2% restantes, vale notar, ficariam para os novos sensores integrados à tela, que seguem um funcionamento um pouco diferente de nosso primeiro colocado.

Uma tendência que veio para ficar

A pesquisa também avisa que isso não deve ser apenas uma moda passageira. A Strategy Analytics acredita que a adoção dessa tecnologia só deve aumentar através dos anos, com a tendência apenas de um menor uso dos “botões” com leitores de digitais para dar lugar a mais sensores traseiros ou integrados à tela.

Como seria esse cenário, por sua vez? As previsões da companhia são de que, em 2020, teremos 1,45 bilhões de celulares com reconhecimento de digitais. Deles, 47% vão utilizar sensores traseiros, 25% ficarão com sensores integrados ao vidro, 20% serão sensores frontais e, por último 6% vão usar sensores integrados ao painel.

Tudo isso, por fim, seria impulsionado por um simples motivo: “A propagação de vários serviços de pagamento móvel está impulsionando a adoção de funções de reconhecimento de digitais”, explicou um representante da indústria ao Business Korea. Resta agora esperar para ver se essas previsões se provam verdadeiras.

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