A Qualcomm pode ter dado um tiro no próprio pé com o Snapdragon 810. A HTC relatou problemas de superaquecimento no recém-lançado J Butterfly, um dos modelos que usa esse chipset. O problema soma-se a outras reclamações em relação ao dispositivo, como a bateria de curta duração e a tela touch que não responde bem.

No caso do HTC One M9, que também contém o Snapdragon 810, a solução foi alterar a velocidade do clock para evitar o aumento anormal de temperatura. Já outros dispositivos derivados usam chipset MediaTek, que não apresentou defeitos – para a sorte da fabricante chinesa.

A Xiaomi também teve o mesmo problema com o aparelho Mi 4, o carro-chefe da empresa, que promete usar o sucessor desse chipset na próxima geração do dispositivo, o Mi 5. Porém, o futuro Snapdragon 820 ainda não está pronto para ser produzido em massa pela Qualcomm. Enquanto isso, a Xiaomi usa todo tipo de controle térmico para evitar que outros aparelhos, como o Mi Note Pro, sofram com os problemas causados pelo Snapdragon 810.

Sobrou até para a Sony

Tudo isso aconteceu após a Sony ter admitido que os modelos Xperia Z3+ e Zperia Z4 também têm problemas graves de superaquecimento por causa do chipset da Qualcomm. Devido a esses problemas constantes, o número de remessas do Snapdragon 810 diminuiu bastante em relação ao previsto pela fabricante, apesar de seu VP de marketing ter afirmado que o chipset não havia superaquecido em nenhum dispositivo comercial.

Pelo jeito, o Snapdragon 810 acabou sendo uma furada para as empresas que apostaram nele como componente para seus dispositivos móveis. Resta aguardar o lançamento de seu sucessor para ver se os problemas serão sanados de uma vez por todas.

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