Um time de cientistas da University of Utah, Estados Unidos, desenvolveu um divisor de feixe (beamsplitter) microscópico capaz de separar um raio de luz em duas partes. Embora a façanha pareça pouco interessante em um primeiro momento, ela pode revolucionar totalmente a forma como microprocessadores são construídos.

Atualmente, dados viajam como fótons através de cabos de fibra ótica à velocidade da luz, mas ocorre uma grande perda de tempo quando eles precisam ser convertidos em elétrons para serem processados por computadores. Além do atraso, a conversão também gera calor e requer grandes quantidades de energia.

Por outro lado, os novos microchips que estão sendo desenvolvidos trabalharão diretamente com fótons, dispensando qualquer tipo de conversão. Essa mudança não só garantirá mais velocidade, mas também permitirá que os dispositivos funcionem com quantidades ínfimas de energia, além de gerar pouco calor.

Do tamanho de uma bactéria

Embora divisores de feixe microscópicos não sejam exatamente uma novidade, esta é a primeira vez que um dispositivo do gênero tão pequeno é fabricado com sucesso. Chips anteriores podiam medir até 100 µm (micrómetros), enquanto que o novo modelo conseguiu alcançar apenas 2,4 µm. Para você ter uma ideia mais clara do que isso significa, uma bactéria geralmente mede 2 µm.

Uma vantagem da nova tecnologia é que ela tira proveito da infraestrutura utilizada para fabricar chips tradicionais, o que significa que, em um futuro pouco distante, a produção em massa desse tipo de hardware não exigirá investimentos milionários nem encarecerá exageradamente o processo.

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