Não é mistério para ninguém: à medida que o gráfico dos jogos é aprimorado, o hardware das máquinas é exigido cada vez mais. Trata-se de algo completamente natural, mas, diante dos últimos lançamentos da indústria dos games, parece que uma grande leva de computadores terá que ser aposentada por causa de uma limitação bastante preocupante.

Acontece que Far Cry 4, título da Ubisoft recentemente lançado, simplesmente não funciona em PCs equipados com um processadores dual-core. Inúmeros registros no Reddit apontam para problemas na jogabilidade e, em alguns casos, o game simplesmente não inicia. Nem mesmo o hyperthreading, recurso que simula mais processadores para “enganar” a máquina, consegue dar conta do recado.

Apesar de parecer algo “bombástico”, esse resultado não é surpreendente se considerarmos as especificações mínimas de Far Cry 4. Para rodar com uma qualidade aceitável, a Ubisoft recomenda a utilização de um Intel Core i5-750 ou um AMD Phenom II X4 955, processadores que se enquadram na categoria de quad-core.

Outro lançamento que tem apresentado problemas por conta da limitação de núcleos em alguns processadores é Dragon Age: Inquisition. As dificuldades constatadas nesse título, entretanto, estão sendo creditadas à adaptação que foi realizada a partir dos consoles.

O começo do fim?

Seria esse o começo do fim para processadores dual-core conseguirem rodar os games mais atuais? Apesar do tom apavorante que essa pergunta parece ter, é bom lembrar que, geralmente, apenas os jogos considerados AAA (aqueles que possuem grandes orçamentos e são intensamente aguardados) exigem especificações técnicas tão robustas. Há uma enxurrada de título que ainda serão lançados e que poderão ser aproveitados em máquinas que possuam apenas dois núcleos no processador.

Outro aspecto que é importante ressaltar é o fato de os consoles mais avançados da atual geração, o PlayStation 4 e o Xbox One, já apresentarem configurações que dão “uma lavada” nas especificações que estão apresentando problemas. Ambos possuem processadores octa-core, além de estarem acompanhados de 8 GB de memória RAM, o que evita ainda mais dificuldades para rodar grandes títulos.

A modularidade dos computadores, por vezes encarada como uma grande vantagem, também pode ser a grande vilã. A maioria dos problemas relatados estava, de fato, relacionada à limitação de núcleos dos PCs. Porém, quantas dessas dificuldades poderiam ser sanadas com um upgrade menor em outro componente ou simplesmente se os usuários mantivessem um sistema mais estável e menos “baleado”? Essas incógnitas tornam a situação ainda mais obscura.

Entretanto, é bom deixar claro um detalhe muito importante: dependendo do uso do computador, um processador dual-core pode ser mais do que suficiente para atender todas as necessidades de um usuário. Portanto, se você não é um gamer hardcore, não se preocupe se você ainda está na fase dos “dois núcleos”. Agora, se você está pensando em aproveitar os últimos lançamentos em jogos e ainda tem um dual-core, é bom considerar um upgrade caso não queira ficar para trás.

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