Quase 25 anos depois da queda do Muro de Berlim, ainda há alguns resquícios da disputa entre Estados Unidos e Rússia. Um dos pontos em que isso fica evidenciado é na proteção que os países tentam fazer com suas empresas. Agora, isso será visto também nos processadores utilizados por computadores governamentais russos.

A partir de 2015, as máquinas do país serão substituídas para atender a uma nova resolução relacionado à aquisição de produtos internos, em detrimento dos chips da AMD e da Intel. No início do ano que vem, o governo russo irá encomendar cerca de um milhão de dispositivos equipados com processadores da T-Platforms, uma empresa também da Rússia. Tratam-se dos chips “Baikai”, que trabalham com arquiteturas baseadas no ARM Cortex-A57.

Vale dizer que essa arquitetura não é compatível com Windows ou Mac OS X, sendo necessária a instalação de distribuições Linux para a utilização delas. Com isso, fica clara a posição do governo russo, que tenta se afastar das empresas norte-americanas acusadas de participarem de esquemas de espionagem internacional — como os vistos no escândalo Prism da NSA no ano passado.

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