(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Você certamente já deve ter ouvido falar da Lei de Moore, que previa que o poder de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses. Pois bem, já faz algum tempo que estamos vendo essa lei caminhar para o fim.

Mas Bob Cowell, o ex-arquiteto chefe dos processadores da Intel, vai além. De acordo com ele, em uma entrevista ao ExtremeTech, atingiremos o pico da Lei de Moore em 2020 ou 2022, com uma arquitetura máxima de 7 ou 5 nm. E, ao que tudo indica, a previsão feita por ele tem boas chances de estar certa.

Para entender melhor, basta traçar um paralelo entre a Lei de Moore e o Escalamento de Dennard, que lida com a relação entre o número de transistores usados em um aparelho e o ganho em performance que isso gera. O fato é que atualmente a quantidade de transistores que utilizamos tem aumentado cada vez mais – em compensação o aumento de desempenho tem se mostrado cada vez menor desde 2005.

Tecnologias não tão inovadoras

Quando falamos nessas limitações, é provável que muitos citem estudos e pesquisas que prometem trazer saltos inacreditáveis de desempenho, incluindo o uso de materiais como o grafeno ou o carbino para tal. Infelizmente, Cowell não é exatamente esperançoso quanto a isso.

Como exemplo, ele cita vários dos projetos da DARPA, que estão entre algumas das maiores inovações na área: apenas duas ou três delas podem se mostrar úteis a longo prazo. E mesmo essas “não são muito promissoras”.

Isso não quer dizer, apesar de tudo, que as tecnologias não evoluirão depois desses sete ou nove anos. Dentro dos próximos 50 anos, Cowell prevê que teremos um crescimento de 30 vezes o nosso processamento atual – um valor grande, mas um pouco menor do que a Lei de Moore previa.

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