Protótipo consegue ser até 15 vezes melhor do que processadores atuais. (Fonte da imagem: Divulgação/Universidade Rice)

Durante a ACM International Conference on Computing Frontiers, conferência sobre computação realizada em Cagliari, Itália, cientistas apresentaram o “inexact”, protótipo de um processador apontado como 15 vezes mais eficiente do que os modelos atuais. O dispositivo tem poder e recursos aprimorados, consumindo menos energia e sendo menor do que tudo que existe hoje.

Um time internacional de pesquisadores foi o responsável pelo desenvolvimento do chip. A equipe, cujo estudo ganhou prêmio de melhor artigo durante a conferência, era composta por especialistas da Universidade Rice (Estados Unidos), Universidade Tecnológica Nanyang (Cingapura), Centro de Eletrônicos e Microtecnologia (Suíça) e Universidade da Califórnia (Estados Unidos).

O novo chip, chamado apenas de “inexact”, está em desenvolvimento há quase uma década. Segundo o líder da equipe Krishna Palem, o resultado alcançado pela pesquisa mostra que é possível aprimorar ainda mais as CPUs: “Nosso trabalho desde 2003 mostrou que ganhos significantes são possíveis, e eu estou muito contente que estes chips até superaram nossas expectativas”, declarou Palem.

Primeiros testes

Os primeiros testes feitos com a nova arquitetura, que aconteceram em 2011, mostraram que cortando algumas seções dos tradicionais microchips, aprimoramentos poderiam ser alcançados de três formas: dobro de velocidade, metade da energia consumida e metade do tamanho.  Os resultados foram aprofundados ainda mais na nova versão do projeto, com a criação de um protótipo de silício 15 vezes superior aos processadores atuais.

Baixo consumo de energia

O fato dos protótipos consumirem menos energia do que seus similares atuais torna o “inexact” peça chave no desenvolvimento do tablet educacional de baixo custo I-slate, do ISAID (Instituto para Infodinâmica Sustentável e Aplicada, da Índia). O foco dos futuros aparelhos são salas de aula onde não há eletricidade e com poucos professores.

Os equipamentos devem começar sua produção a partir do ano que vem, contando inclusive com pequenos painéis solares (como os de calculadoras) como fontes de captação de energia. Quem sabe a tecnologia não chega a outros aparelhos.

Fonte: SciTechDaily

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